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Selo da Antiga Sinagoga Messiânica

Aurora, Colo. (EP) — Um Selo Messiânico da igreja cristã na antiga Jerusalém foi redescoberta após 2000 anos. Este antigo símbolo foi encontrado no Monte Sião. Acredita-se que ele foi criado e utilizado por judeus crentes que chamavam-se a sim mesmo de Nazarenos na primeira Igreja Messiânica.

Três companhias - Olim Creative Products de Tiberíades, News About Israel (NAI) de Jerusalém e a Christian Floral Delivery do Colorado - se uniram e anunciaram a descoberta deste antigo símbolo, pelo qual a NAI adquiriu direitos autorais. Ele consiste de três separados, porém intergrados símbolos: uma menorá ao topo, uma estrada de Davi ao centro e um peixe na parte de baixo. Em cada uma das formações do símbolo de três partes, a estrela é formada pelo entrelaçamento da base da menorá como o peixe.

O Selo Messiânico foi achado gravado ou inscrito em oito antigos objetos. Os artefatos foram mostrados a Ludwig Schneider, editor chefe da revista da NAI, Israel Today, em 1990. Eles os obtiveram de Tech Otecus, um velho monge que viveu como eremita na parte antiga da Cidade de Jerusalém. Otecus disse que nos anos 60 ele pessoalmente escavou cerca de 40 objetos com o Selo Messiânico numa antiga gruta localizada nas proximidades da Sala Superior no Monte Sião.

O que uma vez era a entrada principal da gruta está agora cercada com uma pesada grade igual a de cadeias. Esta porta, que leva abaixo de um antigo lugar de batismo, está fortemente protegida por uma pesada corrente e cadeado. De acordo com Schneider, a última entrada para a gruta foi fechada logo após ele ter contado aos padres do monastério local sobre a descoberta do Selo Messianico.

Schneider fotografou oito artefatos que foram dados a ele por Otecus, e mostrou as fotos para o curador do Museu de Israel. "Quando ele cuidadosamente analisou minhas fotos", lembra Schneider, "o curador imediatamente disse-me que aqueles objetos e seu exclusivo símbolo eram um importante achado. Ele disse-me que o museu já havia visto outros objetos feitos com o mesmo símbolo de três partes de uma fonte que ele não mencionou".

De acordo com Bob Fischer, presidente da Olim Creative Products e co-autor com o historiador local e artista Reuven Schmalz do livro The Messianic Seal of the Jerusalem Church, o antigo símbolo de três partes tem sido desde 135 A.D abafado por vários grupos israelitas ou agências, como o Museu de Israel e pelos rabinos ortodoxos da parte antiga da Cidade de Jerusalém, enquanto simultaneamente eram (literalmente) enterrados por eles ao longo de dois milênios de igreja.

Ainda, de acordo com Fischer, pelo menos dois dos oito objetos era obviamente utilizados como peças cerimoniais poderiam ter sido usadas por Tiago, o irmão de Jesus, que é dito como tendo sido o primeiro pastor da igreja, ou talvez até mesmo por um ou mais dos Doze Apóstolos.

Um dos oitos obejtos é um bloco bem gasto feito um mármore local e tamanho de um tijolo. Esta peça possui um versão entalhada do Selo Messiânico com um Tav (a última letra do antigo alfabeto hebraico que parecia-se exatamente com o sinal de uma cruz) no olho do símbolo do peixe, assim como uma escrita em aramáico informando o uso deste artefato para ser a base de onde se coloca o frasco do óleo de unção. O antigo aramáico é transliterado como ""La Shemen Ruehon" (Para o Óleo do Espírito). Outro dos oitos objetos é um pequeno, e quase intacto, frasco que deveria certamente ser colocado no topo da base de mármore.

Comentando o que ele caracterizou como de "monumental importancia" desta descoberta arqueológica, Fischer diz, "Além do fundo histórico dos Nazarenos, os primeiros judeus crentes que fundaram a Igreja de Jerusalém, o Selo Messiânico por si só proclama ao mundo a penetrante judaicidade de Jesus Cristo e decididamente a fundação e raízes da igreja fundada no Seu Nome".

"O Selo Messiânico da Igreja de Jerusalém", continua Fischer, "ataca todas as raízes de anti-semitismo enquanto proclama a urgente mensagem que restaura a unidade: Judeu com Judeu, e Judeu com Gentil. A importância desta descoberta não pode ser desprezada. O Selo Messiânico não é apenas a chava para entender os Pergaminhos do Mar Morto, ele poderá abalar as fundações da igreja e do judaísmo ortodoxo com sua incrível mensagem de unidade e amor. Ele quebra as barreiras que existiram por milênios e aponta o caminho para a restauração."   

Fonte: Good News For Israel  — ©Evangelical Press News Service
Tradução: Magno Lima

 

estudos do Blog Judeu Autônomo

Uma breve historia shabat. clik

Shabat
O Mandamento do Eterno

(Retirado do site http://www.netivyah.org.br )

Estamos felizes em poder disponibilizar para todos os que querem obedecer ao Mandamento do Senhor, que é o Shabat, uma pequena apostila. Nos esforçamos e finalmente ficou pronta este texto sobre o que é, e o como realizar, de uma maneira simples, as cerimônias do recebimento (Erev Shabat) e o encerramento (Havdalá) do Shabat.

Temos aqui disponível nesta página e também em arquivo PDF (Adobe Reader) para poder imprimir e montar a apostila em forma de brochura.

Seguem abaixo dois textos sobre o Shabat, o primeiro:Sábado, uma Dádiva Divina, e o segundo: Shabat: O Mandamento para Guardar e Lembrar, (que é uma montagem de todo o conteúdo da apostila que está disponível também em arquivo PDF).Passe o mouse do lado das estrelas e terá apostila:


 Sábado, uma Dádiva Divina

 

Shabat: O Mandamento para Lembrar e Guardar

O meu objetivo aqui não é a cópia de um excelente manual do Shabat, mas apenas a divulgação de todo um contexto de retorno as nossas origens com a apostila criada pela Congregação Judaico Messiânica Netivyah , se assim o permitir.

 

Nossa constante oração é acompanhada de muita esperança para que o Shabat seja observado prazerosamente e realizado com a alegria que a Festa propõe. Nossa pequena apostila não foi redigida por especialistas para especialistas ou para servir de bússola. Foi escrita com a intenção de ajudar a todos que desejam cumprir e respeitar o Shabat. Quando um estudioso escreve, geralmente busca expor diferentes teorias e pontos de vista. O que fazemos aqui, neste estudo, é não deixar que nossos conceitos prevaleçam, mas sim a Palavra do Eterno como fonte de Vida e Paz. É fato que teremos erros de julgamento e métodos, mas sabemos que fazem parte da natureza humana. Estamos, no entanto, abertos à revisão e ao aperfeiçoamento. Permita-nos acrescentar um pouco a respeito de nossa busca acirrada por uma unidade com as tradições bíblicas, embora cientes de que esta ainda é sem importância, no que diz respeito à Igreja gentílica predominante no presente século e nos anteriores. Quando citamos tradições bíblicas, estamos naturalmente reportando às tradições judaicas, pois somos participantes dos seus bens espirituais. “Pois se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.” (Rm 15:27b), sendo assim, podemos acrescentar um melhor conteúdo às Festividades Bíblicas e aos Serviços Litúrgicos. É fato que se temos o Segundo Testamento como modelo legal para a Igreja, será necessário reconstruí-la espiritualmente, descobrindo a estrutura sabática contida no Segundo testamento.

Ao montar esta apostila, buscamos orientação também no Sidur Judaico; isto significa que a influência do judaísmo não pode ser descartada se analisarmos que o mesmo acompanhou a Igreja por muito tempo (150dC) e que nos dias de hoje, boa parte dela busca voltar às tradições Bíblicas, desafiando pela Fé todo obstáculo religioso e secular.

Oramos para que o propósito do Eterno subsista e que seja feita toda Sua vontade.
“Eu digo: O meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade.” (Is 46:10b)                                                                                       

 

CAPÍTULO 1

SHABAT

O MANDAMENTO PARA
LEMBRAR E GUARDAR

A) Origem da palavra

Existem algumas dúvidas a respeito de sua origem; não se sabe ao certo se a palavra shabbat como

substantivo deriva do verbo shabat ou se shabbat é substantivo de origem, do qual derivaria o verbo.

De qualquer forma, deve-se observar que shabat tem o sentido de “parar de trabalhar” somente

quando empregado num contexto sabático.A idéia básica do verbo, quando usado ¹transitivamente,

 é a de “interromper”, “dar cabo de”, e, quando usado ²intransitivamente,

 é a de “deixar de”, “chegar ao fim”. É bem possível que isso indique o sábado como o dia que

“põe termo à” semana de trabalho.

¹ Verbo transitivo verbo que pede complemento.
² Verbo intransitivo verbo que exprime uma idéia completa.

B) No grego a palavra descanso significa: cessação do labor, refrigério.                                                                      

C) Termos derivados

  (shebet) cessação;
  (shabbat) sábado, o sétimo dia da semana;
  (shabat) guardar o sábado (Vayicrá/Lv 25:2; 23:32);
  (shabbatôn) guarda do Sábado;
  (mishbat) cessação, aniquilação (Lm 1:7).

D) Primeira referência Bíblica do Shabat

O Livro de Bereshit (Gênesis), menciona o período de sete dias, falando do sétimo, número sagrado. Este número não comanda apenas a organização do relato em sete dias, mas inúmeros detalhes do texto. Shabat, dia de repouso, quando o homem deve cultivar sua semelhança com o Criador. O sábado é referido pela primeira vez no Livro de Shemot (Êxodo).

"E disse-lhes: Isto é o que falou o Eterno: Amanhã é repouso, sábado Shabat santo para o Eterno; o que haveis de assar, assai-o, e o que haveis de cozinhar, cozinhai-o, e tudo o que sobrar, deixai de lado para vós, guardando até a manhã

E deixaram-no até a manhã como mandou Moisés, e não cheirou mal, nem verme houve nele. E disse Moisés: Comei-o hoje, que sábado é hoje para o Eterno; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, e no sétimo, sábado, não haverá. E foi no dia de sábado, saíram alguns do povo para colher e não acharam. E disse o Eterno a Moisés:” Até quando recusais guardar Meus mandamentos e Minhas leis? Vede que o Eterno vos deu o sábado, portanto Ele vos dá no sexto dia pão para dois dias. Ficai cada qual em seu lugar, não saia ninguém de seu lugar no sétimo dia”. E folgou o povo no sétimo dia” (Shemot/Ex 16:23-30).

Podemos observar a importância dada por D'us ao aspecto da instituição do descanso no sábado, observando que este, o quarto dos dez mandamentos, é tratado mais longamente que qualquer outro, como descreve o Livro de Shemot, Êxodo 20:8-11.

“Estejas lembrado do dia de sábado, Shabat, para santificá-lo. Seis dias trabalharás e farás toda tua obra, e o sétimo dia é o sábado do Eterno, teu D'us; não farás nenhuma obra tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal e teu peregrino que estiver em tuas cidades; porque em seis dias fez o Eterno os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles, e repousou no sétimo dia; portanto abençoou o Eterno o dia de sábado e santificou-o” (Shemot/Ex 20:8-11).

E) Razões para Requerer-se a guarda do Sábado

Em primeiro lugar, Shemot, Êxodo 20:11, associa a guarda do sábado ao fato de o próprio D'us ter descansado no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho
(um exemplo pessoal do Criador), em Bereshit/Gênesis 2:2-3. Portanto, o descanso é uma instituição divina.

“E terminou D'us, no sétimo dia, a obra que fez, e cessou no sétimo dia toda a obra que fez. E abençoou D'us ao dia sétimo, e santificou-o, porque nele cessou toda sua obra, que criou D'us para fazer” (Bereshit /Gn 2:2-3).

Tudo que D'us fez, segundo o registro de Gênesis, avaliou como bom. Entretanto somente o sábado Ele santificou, dando talvez a entender que o clímax da criação não fora a criação do homem, mas o dia de descanso, o sétimo dia. O sábado é, portanto, um convite a regozijar-se com a criação de D'us e reconhecer a soberania divina sobre o nosso tempo.

Em segundo lugar, observa-se no livro de Devarim (Deuteronômio) um motivo diferente para a guarda do Sábado:

“Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Eterno teu D'us te tirou dali com mão forte e braço estendido. Pelo que o Eterno teu D'us te ordenou que guardasses o sábado” (Devarim/Dt 5:15).

Enquanto o Livro de Shemot (Êxodo) associa o sábado à criação descrita em Gênesis, o Livro de Devarim (Deuteronômio) associa-o ao livramento da escravidão egípcia, descrita em Shemot (Êxodo), o que nos faz lembrar sempre do caráter emancipador e libertador de D'us.

Em terceiro lugar, o sábado é uma estipulação social ou humanitária que concede um dia de descanso àqueles que trabalham sob as ordens de alguém:

“... mas o sétimo dia é o sábado do Eterno teu D'us. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas” (Shemot/Ex 20:10).

“Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás, para que descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua escrava e o estrangeiro” (Shemot/Ex 23:12).

Nos textos acima, esse mandamento dá um passo na direção de tornar todos os homens iguais diante de D'us. Assim como o sábado recorda o fato do povo judeu ter sido libertado do cativeiro do Egito, de igual forma torna-se um agente libertador, pondo em liberdade àqueles que na sociedade sofrem algum tipo de jugo.

A observância do sábado e seu conseqüente descanso é uma recompensa dada por D'us ao homem por seu trabalho.

“Então lhes disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Portanto, o Filho do homem até do sábado é senhor” (Mc 2:27).

 Em quarto lugar, o sábado é um sinal de aliança com D'us.

“Dize aos filhos de Israel: Certamente guardareis os meus sábados. Isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que Eu Sou o Eterno, que vos santifica” (Shemot/Ex 31:13).

“Entre Mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre, pois em seis dias fez o Eterno o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou e tomou alento” (Shemot/Ex 31:17).

“Também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles; para que soubessem que Eu Sou o Eterno que os santifica” (Ez 20:12).

“Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Eterno vosso D'us” (Ez 20:20).

Isso explica a razão do castigo da profanação do sábado ser a morte.

“Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós. Aquele que o profanar certamente será morto; qualquer que nele fizer algum trabalho será exterminado do meio do seu povo” (Shemot/Ex 31:14).

“Assim me disse o Eterno: Vai, põe-te na porta do povo, pela qual entram os reis de Judá, e pela qual saem; põe-te também em todas as portas de Jerusalém. Dize-lhes: Ouvi a palavra do Eterno, vós, reis de Judá e todo Judá, e todos os moradores de Jerusalém, que entrais por estas portas. Assim diz o Eterno: Guardai-vos, por vossas almas, e não carregueis cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém. Não tireis cargas de vossas casas no dia de sábado, nem façais obra alguma; antes santificai o dia de sábado, como eu ordenei a vossos pais. Contudo eles não deram ouvidos, nem inclinaram as suas orelhas; endureceram a sua cerviz, para não ouvirem, e para não receberem disciplina. Mas se diligentemente me ouvirdes, diz o Eterno, não introduzindo cargas pelas portas desta cidade no dia de sábado, e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele obra alguma, então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, assentados sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém, e esta cidade será sempre habitada. Virão das cidades de Judá, dos arredores de Jerusalém, da terra de Benjamim, das planícies, das montanhas, e do Neguebe, trazendo holocaustos e sacrifícios, ofertas de cereais, incenso e sacrifícios de ação de graças à casa do Eterno. Mas, se não me derdes ouvidos, para santificardes o dia de sábado, e para não trazerdes carga alguma, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará” (Jr 17:19-27).

 

F) Mandamento para Judeus e Gentios

Por meio de festas e estações determinadas, o povo de Israel era constantemente lembrado de que eram povo santo de D'us. Estudando a Bíblia Sagrada, tomamos consciência de que todas essas festas, inclusive a primeira e a principal delas, o sábado, são mandamentos para todos, tanto judeus, como gentios.

“E falou o Eterno a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As solenidades do Eterno, que vós proclamareis como santas convocações, estas serão Minhas solenidades fixas. Seis dias se trabalhará, e no sétimo dia será sábado solene, santa convocação, nenhum trabalho fareis; é sábado para o Eterno, em todas as vossas moradas”(Vayicrá/Lv 23:1-3).

G) Santificação

Quando cumprimos a mitsvah (ordenança) de observar o sábado, nos enquadramos no processo de santificação junto com o povo judeu. O Shabat é como um sinal de que pertencemos ao Eterno, e que por Ele somos santificados uma Aliança de D'us com o homem.

“E tu, fala aos filhos de Israel, dizendo: De certo, Meus sábados guardareis, pois este é um sinal entre Mim e vós, por vossas gerações, para saber que Eu Sou o Eterno, vosso Santificador. E guardareis o sábado, Shabat, que santidade é ele para vós; aqueles que o profanarem serão mortos, porque todo aquele que fizer nele trabalho, a sua alma será banida de descanso, santificado para o Eterno.Todo aquele que fizer trabalho no dia de sábado será morto. E guardarão os filhos de Israel o sábado por suas gerações, uma aliança perpétua. Entre Mim e os filhos de Israel, um sinal é ele para sempre, que em seis dias o Eterno fez os céus e a terra, e no sétimo dia folgou e descansou” (Shemot /Ex 31:13-17).

“...sem santificação ninguém verá ao Eterno” (Hb12:14b).                                                                                                                        

A afirmação dos livros de Êxodo e Hebreus acima se confirma em Ezequiel 20: 12,20:

“Também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles; para que soubessem que Eu Sou o Eterno que os santifica” (Ez 20:12).

“Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Eterno vosso D'us” (Ez 20:20).

H) Um dia de repouso e restauração

O sábado não foi criado com o espírito de restrição, e sim, para repouso e restauração. Fica claro que além do repouso espiritual, D'us pretendeu dar-nos também um descanso físico e emocional.

 

O Shabat é uma benção, um dia alegre de festa. Devemos honrar o presente dado pelo Criador como uma dádiva do céu, e não ser visto como uma carga a mais para suportarmos. O Shabat é um convite ao reconhecimento da soberania de D'us.

I) Violação do Sábado

O Sábado é um mandamento com algumas funções específicas, dentre elas, a de distinguir-nos dos demais povos.
“Certamente guardareis os meus sábados, pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que Eu sou o Eterno que nos santifica” (Shemot/Ex 31:13).
Participando do ritmo do sábado de D'us, podemos começar a discerni-lo.
O Eterno santifica o dia do sábado com sua inatividade parcial, como estudaremos a seguir.

“E abençoou D'us o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a obra de criação que fizera” (Bereshit/Gn 2:3).

O Eterno santifica seu povo de modo oculto (sem a presença física do santo), isto é, quando nos insere no contexto do mandamento do Sábado. Ao seguir a sucessão dos sábados participamos do santo.

O sábado não é um dia de total inatividade, como afirmamos anteriormente. Podemos observar nas Escrituras Sagradas, os sacerdotes cumprindo os sacrifícios próprios do dia de sábado, como prescreve a Torah.

“Porém no dia de sábado oferecereis dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de cereais, com a sua libação. É o holocausto de todos os sábados, além do holocausto contínuo, e a sua libação” (Bamidbar/Nm28: 9-10).                 

A convocação para o sábado indica que esse dia é reservado para descanso e adoração.

“Disse o Eterno a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas do Eterno, que proclamareis como santas convocações, são essas: Seis dias trabalhareis, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, dia de santa convocação. Nenhuma obra fareis, é sábado do Eterno em todas as vossas casas”
(Yayicrá/Lv 23:1-3).

                                                                

                                                        

Assim, a observância do sábado é bastante simples; todas as atividades trabalhosas devem cessar.

“Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Eterno teu D'us. Seis dias trabalharás e farás toda tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Eterno teu D'us; não farás nenhuma obra nele, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está na tua cidade, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Eterno teu D'us te tirou dali com mão forte e braço estendido. Pelo que o Eterno teu D'us te ordenou que guardasses o sábado” (Devarim /Dt 5:12-15).

Violar a santidade do sábado não é bom, pois o mesmo destaca o conceito de santo. A mensagem da guarda do sábado inclui não carregar fardos, isto quer dizer, não trazer produtos aos portões para comercializar com eles.

“Assim diz o Eterno; guardai-vos, por vossas almas, e não carregueis cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém” (Jr 17:21).

No tempo de Neemias, entre os produtos comerciais vendidos nas portas da cidade, estavam: o vinho, as uvas, os figos, os peixes e o trigo.

“Naqueles dias, vi em Judá homens pisando lugares no sábado e trazendo trigo que colocavam sobre jumentos, como também vinho, uvas e figos, e toda a sorte de cargas, que traziam a Jerusalém no dia do sábado. Portanto admoestei contra a venda de mantimentos neste dia. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixes e toda a sorte de mercadorias, que no sábado vendiam aos filhos de Judá, e em Jerusalém. Repreendi os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de Sábado?” (Ne 13:15-17).

“Se desviares o teu pé de profanar o sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Eterno, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Eterno, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó. A boca do Eterno o disse” (Is 58: 13,14).

A Bíblia é clara quando ensina: negociar no sábado é profaná-lo. Esta característica identifica o ímpio, pois seu interesse em negócios materiais é maior que participar da santidade de D'us.

Devemos observar que o profeta Isaías denuncia a violação do sábado apontando para os excessos de formalidade.

“De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Eterno. Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes à minha presença, quem requereu isto das vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs! O incenso é para mim abominação, e também as luas novas, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade, nem o ajuntamento solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece. Já me são pesadas; estou cansado de sofrê-las. Pelo que, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço. As vossas mãos estão cheias de sangue”
(Is 1:11-15).

J) Yeshua HaMashiach e o Sábado

eshua, seus discípulos e a comunidade do primeiro século tratavam o sábado com toda reverência.

Yeshua ensinou nas sinagogas:

“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todos os tipos de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4:23).

“Partindo dali, entrou na sinagoga deles” (Mt 12:9).

“E, chegando à sua terra, ensinando na sinagoga, de sorte que se admiravam, e diziam: Donde veio a este a sabedoria, e estes poderes miraculosos?” (Mt 13: 54).

“E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado (Lc 4:31).

“Chegando a Nazaré, onde fora criado entrou, num dia de sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, 4e levantou-se para ler” (Lc 4:16).

4 “... e levantou-se para ler” A leitura aqui citada constitui a parte central do serviço celebrado no Sábado.

CAPÍTULO 2

Cerimônia

A cerimônia do sexto dia da semana é chamada de Erev Shabat, ou seja, véspera do Shabat, em função de ser consagrado aos preparativos do Shabat; É realizada nos lares. O varão do lar enche uma taça com vinho ou suco de uva suspende-a ligeiramente e recita a seguinte benção:

Iom hashishi: Vaichulu hashamayim vehaaréts vechol tsevaam. Vaichal Elohim baiom hashevií melachtó asher assá, vayishbot baiom hashevií micol melachtó asher assá. Vaivárech Elohim et iom hashevií vaicadesh otó, ki vo shavát micol melachto, asher bará Elohim laassot.

Tradução
Dia sexto: E acabaram de criar-se os céus e a terra e todo seu exército. E terminou D'us, no dia sétimo, a obra que fez, e cessou no dia sétimo, toda obra que fez. E abençoou D'us ao dia sétimo, e santificou-o, porque nele cessou toda sua obra que criou D'us para fazer.

As cerimônias previstas para o sétimo dia, são de preferência também realizadas nos lares: uma abrindo o Kabalat Shabat, realizada ao pôr-do-sol da sexta-feira e a outra, fechando o Shabat, no crepúsculo do sábado, denominada Havdalá. Toda família deve participar. Após o serviço das cerimônias, seguem-se os jantares, também em família. O Shabat é uma grande oportunidade de se estreitar os laços familiares, pela adoração conjunta ao Eterno e pela comunhão das refeições.

CAPÍTULO 3

Celebração de Abertura do Shabat

A) Acendimento das Velas

No início do Shabat, ao pôr-do-sol de cada sexta-feira, a mulher acende duas velas (o momento indicado para acender as velas de Shabat é 20 minutos antes do pôr-do-sol), que representam as mitsvot (ordenanças): Lembrar (Zachor) e Guardar (Shamor) o dia do Sábado.

Zachor “Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo” (Shemot/Ex 20:8), refere-se à observância do Shabat: como acender as velas, quando e como recitar o Kidush (santificação com o vinho), o preparar da refeição festiva, a seqüência das orações e a leitura da Torah.

Shamor “Guarda o dia de Sábado para santificá-lo como te ordenou o Eterno teu D'us” (Devarim/Dt 5:12), refere-se à abstenção de qualquer categoria de trabalho inadequado neste dia especial.

B) Acender as velas antes de recitar a bênção

Em todas as festividades judaicas, é costume recitar as bênçãos sempre antes do acendimento das velas. No caso específico da Celebração do Shabat, excepcionalmente, as velas são acesas antes de recitar a benção. Não acender fogo em Shabat, é uma prescrição da Torah, como veremos na citação bíblica a seguir:

“Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia de Sábado”
(Shemot/Êx 35:3).

A mulher (ou a menina) estende as mãos sobre as velas, num movimento circular em direção a si mesma, por três vezes, indicando a aceitação da santidade do Shabat. Em seguida, cobre os olhos com as mãos, recita a bênção e só então descobre os olhos para fitar as luzes emitidas pelas duas velas acesas.

Após o acendimento das velas, todos param por alguns minutos a fim de refletirem sobre a alegria e o privilégio concedido por D'us ao receber um Shabat. Agradecem por todas as bênçãos e pelo mérito de poder fazer cumprir a vontade do Criador.

As luzes simbolizam a alegria e a serenidade que distinguem o Shabat dos outros dias comuns. Ao observarmos estes preceitos, a cada sábado, obtemos uma elevação espiritual.

C) Responsabilidade Feminina

O papel da mulher ao dar as boas-vindas ao Shabat, acendendo as velas e recitando a benção, é representativo da responsabilidade feminina em conduzir o modo como as tradições e práticas judaicas são mantidas em casa.

Não só a mãe do lar deve acender as velas do Shabat. As meninas solteiras acima da idade de Bat-Mitsvah (doze anos) também devem ter o mesmo procedimento bem como, as meninas pequenas, que a partir dos três anos de idade, devem ser educadas e treinadas também para acendê-las (mesmo quando a mãe ou outro membro adulto da casa já estiver aceso as velas).
Assim que as meninas compreendem o significado do Shabat, por mais simples que seja este entendimento, e aprendem a orar a benção, seus pais devem presenteá-las com um castiçal e ensiná-las a acender uma vela a cada Shabat. Devem acender suas velas antes da mãe, para que esta possa ajudá-la, se necessário. As meninas também devem ser encorajadas, neste momento, a colocar algumas moedas na caixa de Tsedakah (antes de acender a vela) a fim de ensiná-las que o repartir é uma virtude a ser praticada.

A base da vida judaica é a vida do lar. O alicerce do lar é a mulher. Desse modo, é bem apropriado que a inauguração do Shabat, seja entregue em suas mãos, pelo acender das velas, que introduzem no ambiente da casa a santidade do Shabat. No entanto, se nenhuma mulher está presente, um homem pode acender as velas e recitar as bênçãos, dando início ao Shabat.

D) Benção recitada no acendimento das velas

Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu lehadlic nêr shel shabat. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.

Tradução
Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do santo Shabat. Em nome de Yeshua HaMashiach, Jesus o Messias. Amém.

Neste momento, com a família reunida, a mulher oferece uma oração silenciosa ou verbal por seu marido e filhos.

A hora do acendimento das velas sempre foi um momento muito especial. Através das gerações, a mulher judia elegeu este momento para recitar uma oração pessoal, pedindo saúde, bem-estar físico e espiritual para sua família.

A família pode então se cumprimentar com as palavras Shabat Shalom - um sábado de paz.

O Shabat começou!

 

CAPÍTULO 4

Leitura dos Salmos

Representação dos Seis Dias da Criação

A) Salmo 95  Lechú Neranená

Lechú: “Vinde, cantemos ao Eterno; cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação. Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos. Porque o Eterno é o grande D'us, e grande Rei acima de todos os deuses. Nas Suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são Suas. Seu é o mar, pois Ele o fez, e as Suas mãos formaram a terra seca. Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemos diante do Eterno que nos criou; pois Ele é o nosso D'us, e nós povo do Seu pasto e ovelhas da Sua mão. Se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações como em Meribá, como no dia da tentação no deserto, quando vossos pais me tentaram, me provaram e viram a minha obra. Durante quarenta anos estive irritado com aquela geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não conheceu os meus caminhos. Por isso jurei na minha ira; Jamais entrarão no Meu descanso” (Sl 95).

B) Salmo 96  Shirú Ladonai

Shirú: “Cantai ao Eterno um cântico novo, cantai ao Eterno, todos os moradores da terra. Cantai ao Eterno, bendizei o Seu nome; anunciai a Sua salvação dia após dia. Anunciai entre as nações a Sua glória; entre todos os povos as Suas maravilhas. Pois grande é o Eterno, e digno de louvor, é mais temível do que todos os deuses. Pois todos os deuses dos povos são coisas vãs, mas o Eterno fez os céus. Glória e majestade estão perante a Sua face; força e formosura no Seu santuário. Dai ao Eterno, ó famílias dos povos, dai ao Eterno glória e força. Dai ao Eterno a glória devida ao Seu nome; trazei oferendas, e entrai nos Seus átrios. Adorai ao Eterno na beleza da Sua santidade; tremei diante Dele todos os moradores da terra. Dizei entre as nações: O Eterno reina. Ele firmou o mundo para que não se abale; Ele julgará os povos com equidade. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; ruja o mar e a sua plenitude. Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, perante a face do Eterno, pois Ele vem, Ele vem julgar a terra.Julgará o mundo com retidão, e os povos com a sua verdade” (Sl 96).

C) Salmo 97  Adonai Malách Taguei Haárets

Adonai: “O Eterno reina. Regozige-se a terra alegrem-se as muitas ilhas. Nuvens e escuridão estão ao redor dele; retidão e justiça são a base do Seu trono. Adiante Dele vai um fogo que abrasa os seus inimigos em redor. Os seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra vê e treme. Os montes se derretem como cera na presença do Eterno, na presença do Eterno de toda terra. Os céus anunciam a Sua retidão, e todos os povos vêem a Sua glória. Confundidos sejam todos os que adoram imagens de escultura, que se gloriam de ídolos inúteis; prostrai-vos diante Dele, todos os deuses. Sião ouve e se alegra, e as vilas de Judá se alegram por causa dos Teus juízos, ó Eterno. Pois Tu, ó Eterno, és o Altíssimo sobre toda terra; muito mais elevado que todos os deuses. Vós, que amais o Eterno, detestai o mal, pois Ele guarda as almas dos santos, e os livra das mãos dos ímpios. A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração. Alegrai-vos no Eterno, ó justos, e louvai o Seu santo nome” (Sl 97).

D) Salmo 98  Mizmor, Shiru Ladonai

Salmo: “Cantai ao Eterno um cântico novo, pois Ele fez maravilhas; a Sua destra e o Seu braço santo lhe alcançaram a vitória. O Eterno fez notória a Sua salvação, e manifestou a Sua retidão perante os olhos das nações. Lembrou-se do Seu amor e da Sua fidelidade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do Nosso D'us. Celebrai com júbilo ao Eterno, todos os moradores da terra, e dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai louvores ao Eterno com a harpa e voz de canto, com trombetas, e ao som de buzinas, exultai perante a face do Eterno, do Rei. Ruja o mar, tudo o que nele há, o mundo, e todos os que nele habitam. Os rios batam palmas, regozijem-se à uma as montanhas na presença do Eterno, pois Ele vem julgar a terra. Com retidão julgará o mundo, e os povos com equidade” (Sl 98).

E) Salmo 99  Adonai Malách Yirguezú Amim

Adonai: “O Eterno reina, tremam as nações; tremam as nações; Ele está entronizado entre os querubins, comova-se a terra. O Eterno é grande em Sião, e mais elevado que todas as nações. Louvem o Teu nome, grande e tremendo, pois é santo. O rei é poderoso, e ama a justiça; Tu firmaste a equidade, fizeste o que é justo e correto em Jacó. Exaltai ao Eterno nosso D'us, e prostrai-vos diante do estrado de Seus pés; Ele é Santo.  Moisés e Arão estavam entre os seus sacerdotes, Samuel entre os que invocavam o Seu nome; clamavam ao Eterno, e Ele os ouvia. Na coluna de nuvem lhes falava; guardavam os Seus estatutos e os decretos que lhes dera. Tu lhes respondeste, ó Eterno nosso D'us; Tu foste um D'us que lhes perdoaste, ainda que vingaste os Seus feitos. Exaltai ao Eterno nosso D'us, e adorai-o no Seu santo monte, pois o Eterno nosso D'us é santo” (Sl 99).

F) Salmo 29  Mizmor Ledavid  (Lido de pé)

Mizmor Ledavid: “Dai ao Eterno, ó filhos dos poderosos, daí ao Eterno glória e força. Dai ao Eterno a glória devida ao Seu nome; adorai ao Eterno na beleza da Sua santidade. A voz do Eterno ouve-se sobre as águas; o D'us da glória troveja, o Eterno está sobre as muitas águas. A voz do Eterno é poderosa; a voz do Eterno é cheia de majestade. A voz do Eterno quebra os cedros do Líbano. Ele faz o Líbano saltar como bezerro, e a Siriom como um filhote de boi selvagem. A voz do Eterno separa as labaredas do fogo. A voz do Eterno faz tremer o deserto; o Eterno faz tremer o deserto de Cades. A voz do Eterno faz parir as corças, e desnuda as brenhas. E no Seu templo todos dizem: Glória! O Eterno se assentou sobre o dilúvio; o Eterno se assenta como rei, perpetuamente. O Eterno dá força ao Seu povo; o Eterno abençoa o Seu povo com paz” (Sl 29).

CAPÍTULO 5
Louvores de Shabat  (Zemirot)
Steve Meltzer  (Friday Night Liturgy)
D/F#          G       A7sus     A7 D       D/F#      G      A7sus A7 D
Lecha         dodi   licrat       kalah       p'nei  Shabat  n'kab'lah  
Venha amado junto à noiva bem vindo seja o Shabat
D/F#       G    A7sus   A7 Bm      Em           A7        Gadd9     D
Lecha   dodi    licrat     kalah      p'nei        Shabat       n'kab'lah
Venha amado junto à noiva bem vindo seja o Shabat
Em         A7      Gadd9 D      D/F#  G  A7sus  A7  D
P'nei  Shabat  n'kab'lah
Bem vindo seja o Shabat 
Bm                 Bm/A     Gmaj7*    F#7sus    F#7
Shamor      v'zachor     v'dibur   echad
Bm       Bm/A    Gmaj7*            F#7sus     F#7
Hishmianu  Eyl  ham'yuchad 
Gadd2              D              Gadd2         D
Adonai  Echad,  u'sh'mo   echad
    Em                  D/F#         G         A7
L'shem  u'l'tiferet  v'lit'hilah
Lecha dodi . . .
Bm                  Bm/A Gmaj7*          F#7sus     F#7
Licrat  Shabat  l'chu   v'nelchah
Bm           Bm/A    Gmaj7 F#7sus     F#7
Ki  hi  m'kor  hab'rachah
Gadd9             D         Gadd9     D
Meyrosh  mikedem  n'suchah
      Em                   D/F#                              G  ...  A7
Sof  ma'aseh  b'machshavah  t'chilah
Lecha dodi . . .
Bm   Bm/A        Gmaj7*  F#7sus  F#7
Hitor'ri . . .  hitor'ri
  *Bm   Bm/A          Gmaj7*   F#7sus   F#7
Ki  va  orech  kumi uri
Gadd9  D         Gadd9          D
 Uri,  uri,  shir  daberi
Em          D/F#       G            A7   
K'vod Adonai alayich niglah
*Bm - Bata forte duas vezes e pare (pode aplaudir daqui em diante);
comece de novo em “orech”.
Lecha dodi . . .
Nesta parte do louvor, costuma-se levantar e virar para o portão de entrada.
Bm         Bm/A  Gmaj7*        F#7sus   F#7
Boi  v'shalom  ateret   ba'lah
Bem vinda sejas tu coroa de D'us
Bm        Bm/A       Gmaj7* F#7sus  F#7
Gam  b'simcha  uv'tzaholah
Entre minha amada alegremente
Gadd9       D      Gadd9       D
Toch  emunei  am  s'gulah
No meio dos fiéis com o seu cantar
  Em       D/F#        G (E/G#)      A7
Boi  chalah,  boi  chalah
Venha noiva, venha o Shabat
Lecha dodi licrat kalah p'nei Shabat  n'kab'lah    Bis       Venha amado junto à noiva, bem vindo seja o Shabat
Lecha Dodi  - Vem, meu bem amado, ao encontro da noiva.
O Shabat aparece, vamos recebê-lo.
Shamor  - “Lembra-te e observa”  foram pronunciados simultaneamente.
O D'us único nos fez ouvir numa palavra para nos recomendar a santificação do Shabat.
Licrat  - Vamos à frente do Shabat, origem de toda a bênção.
Glorificado no princípio por D'us, ele foi o fim da criação e primeiro no pensamento.
Hitor'ri  - Israel desperta, pois a tua luz desponta, o teu dia chega; levanta, ilumina, entoa cânticos. A Majestade de D'us reflete-se em Ti.
Boi V'shalom  - Bem vinda sejas, coroa de seu esposo, entra minha bem amada, vem com canto, com alegria, com regozijo para o meio dos fiéis da Nação-Tesouro. Vem ó noiva, vem Shabat, a rainha.
 
CAPÍTULO 6
Leitura dos Salmos 92 e 93
A) Salmo 95:  “Bom é render graças ao Eterno, e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo, de manhã anunciar o Teu amor e todas as noites a Tua fidelidade, sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério, ao som solene da harpa. Pois Tu, ó Eterno, me alegras com Teus feitos; exulto nas obras das Tuas mãos. Quão grandes são ó Eterno, as Tuas obras, quão profundos os Teus pensamentos! O homem néscio não sabe, os loucos não entendem que, embora os ímpios brotem como a erva, e floresçam todos os que praticam a iniqüidade, serão destruídos para sempre. Mas Tu, ó Eterno, és exaltado para sempre. Pois certamente os Teus inimigos, ó Eterno, certamente os Teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniqüidade. Tu exaltaste o meu poder, como o do boi selvagem; fui ungido com óleo fresco. Os meus olhos viram cumprida a derrota dos meus inimigos; os meus ouvidos ouviram o que aconteceu aos malfeitores que se levantam contra mim. O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano; plantados na casa do Eterno, florescerão nos átrios do nosso D'us. Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes, proclamando: O Eterno é reto; Ele é a minha rocha, e nele não há impiedade” (Sl 92).
B) Salmo 93: “O Eterno reina; está vestido de majestade. O Eterno está vestido de majestade. O Eterno está vestido de majestade e envolto em força. O mundo está estabelecido; não pode ser abalado. O Teu trono está firme desde a antigüidade; Tu existes desde a eternidade. Os mares levantaram a sua voz; os mares levantaram as suas ondas. O Eterno nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas; mais poderoso do que as grandes ondas do mar. Firmes são os Teus estatutos; a santidade adorna a Tua casa, ó Eterno, para sempre” (Sl 93).
 
CAPÍTULO 7
Shema Yisrael
A) Devarim/Dt 6:4   (Recitado de pé)
Shema Yisrael, Adonai Elohênu, Adonai Echad.
Em voz baixa: Baruch shem kevod malchuto leolam vaed.
Tradução
Ouve ó Israel! O Eterno é nosso D'us! O Eterno é Um!
Bendito seja o nome Daquele, Cujo Glorioso Reino é eterno.
A) Shema Yisrael  (Louvor)  Devarim/Dt 6:4
Introdução: Bmadd9
Bm           A/B       G/B     A/B  Bm     Aadd9
Shema Yisrael Adonai Elohênu
    Bm7  A/B  Bm7(#5)
Adonai  ech-Ad
Bm         A/B         Em           D   Aadd9
Baruch shem kevod malchuto
       Bm       A/B   Bm7(#5)
Leolam     va        ed
  D                 D7M      Gadd9   Bm7  Aadd9
Shema Ysrael Adonai Elohênu
      Bm   A/B  Bm7(#5)
Adonai   ech-ad
Ouve ó Israel! O Eterno é nosso D'us! O Eterno é Um!
Bendito seja o nome Daquele, Cujo Glorioso Reino é eterno.
C) Shema Yisrael recitado por Yeshua
“Respondeu-lhe Yeshua: O principal de todos os mandamentos é: Ouve ó Israel, o Eterno nosso D'us é o único Senhor! Amarás ao Eterno teu D'us de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças” (Mc 12: 29,30)
CAPÍTULO 8
A Noite de Shabat
Esta cerimônia é realizada preferencialmente nos lares.
 
A) Shalom Alechêm
O cântico Shalom Alechêm, entoado pelas famílias no início do Shabat, é baseado numa passagem talmúdica.
Cantemos:
Shalom Alechem mal'achê hasharet mal'achê elion mimélech malchê hamelachim hacadosh baruch hú.
TraduçãoA paz esteja convosco, anjos da paz, anjos do Altíssimo, enviados por parte dos reis, o Santo bendito seja Ele. (três vezes)
Boachem leshalom mal'achê hashalom mal'achê elion mimélech malchê hamelachim hacadosh baruch hú.
TraduçãoA vossa vinda seja em paz, anjos da paz, anjos do Altíssimo, enviados por parte do Rei dos reis, o Santo bendito seja Ele. (três vezes)
Barchúni leshalom mal'achê hashalom mal'achê elion mimélech malchê hamelachim hacadosh baruch hú.
TraduçãoAbençoai-me com paz, anjos da paz, anjos do Altíssimo, enviados por parte do Rei dos reis, o Santo bendito seja Ele. (três vezes)
Tsetechem leshalom mal'achê hashalom mal'achê elion mimélech malchê hamelachim hacadosh baruch hú.
TraduçãoA vossa saída seja em paz, anjos da paz, anjos do Altíssimo, enviados por parte do Rei dos reis, o Santo bendito seja Ele. (três vezes)
Ki mal'achav ietsavê lach, lishmorchá bechol derachêcha. Adonai yishmor tsetchá uvoêcha meatá vead olam.
TraduçãoPorque aos Seus anjos Ele dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. O Eterno guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.
B) Bênção sobre as Mulheres Provérbios 31:10-31
O homem abençoa sua esposa e as demais mulheres presentes à cerimônia:
ESHET CHÁYIL MI YIMTSÁ? VERACHÔC MIPENINIM MICHRÁ. BÁTACH BÁH LÊV BA'LÁH, VESHALAL LÔ YECHSSAR. GUEMALÁTEHU TOV VELÔ RÃ, COL YEMÊ CHAYÊHA. DARESHÁ TSÊMER UFISHTIM, VATÁAS BECHÊFETS CAPÊHA. HAYETÁ CAONIYOT SOCHER; MIMERCHAC TAVI LACHMÁH. VATÁCOM BEÔD LÁYLA, VATITÊN TÊREF LEVETÁH, VECHÔC LENAAROTÊHA. ZAMEMÁ SADÊ VATICACHÊHU; MIPERI CHAPÊHA NATEÁ CÁREM. CHAGUERÁ VEÔZ MOTNÊHA, VATEAMÊTS ZEROOTÊHA. TAAMÁ KI TOV SACHRÁH; LÔ YICHBÊ BALÁYLA NERÁH. YADÊHA SHILECHÁ VAKISHOR, VECHAPÊHA TAMECHU FÁLECH. CAPÁH PARESSÁ LEANI, VEYADÊHA SHILECHÁ LAEVYÔN. LÔ TIRÁ LEVETÁH MISHÁLEG, KI CHOL BETÁH LAVUSH SHANIM. MARVADIM ASSETÁ LÁ; SHÊSH VEARGAMÁN LEVUSHÁ. NODÁ BASHEARIM BA'LÁH, BESHIVTÔ IM ZIKNÊ ÁRETS. SADIN ASSETÁ VATIMCOR, VACHAGOR NATENÁ LAKENAANI. OZ VEHADAR LEVUSHÁH; VATISCHAC LEYÔM ACHARÔN. PÍHA PATECHÁ VECHOCHMÁ, VETORAT CHÊSSED AL LESHONÁH. TSOFIYÁ HALICHOT BETÁH, VELÊCHEM ATSLUT LÔ TOCHEL. CÁMU VANÊHA VAY'ASHERÚHA; BA'LÁH VAYHALELÁ. "RABOT BANOT ÁSSU CHÁYIL, VEAT ALIT AL CULÁNA. SHÊKER HACHÊN VEHÊVEL HAYÔFI; ISHÁ YIR'AT A-DO-NAI HI TIT'HALAL. TENU LÁ MIPERI YADÊHA, VIHALELÚHA BASHEARIM MAASSÊHA”.
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis. O coração do seu marido confia nela, e a ele não faltam riquezas. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho, e trabalha com mãos hábeis. É como os navios mercantes, de longe traz o seu pão. Ainda de noite se levanta; dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas. Examina uma propriedade, e a adquire; planta uma vinha com o fruto das suas mãos. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Prova e vê que é boa a sua mercadoria, e a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca. Abre os braços aos pobres, e estende as mãos aos necessitados. Não teme por causa da neve, pois toda a sua casa anda vestida de lã escarlate. Faz para si cobertas; de linho fino e de púrpura é o seu vestido. Seu marido é respeitado nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra. Faz roupas de linho fino e a vende, e entrega cintas aos mercadores. A força e a dignidade são seus vestidos; ri-se do dia futuro. Abre a boca com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua. Olha pelo governo da sua casa, e não come o pão da preguiça. Levantam-se os seus filhos, e lhe chamam bem-aventurada; o seu marido também, e a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas és superior. Enganosa é a graça e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Eterno, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras” (Pv 31:10-31).
Depois que o marido abençoa a esposa, e as mulheres presentes à celebração do Shabat, passa, então, a abençoar os filhos e os visitantes presentes. As orações podem ser espontâneas ou de acordo com suas necessidades específicas.
 
C) Eshet-Cháyil (A Mulher Virtuosa) - Provérbios 31:10-31.
Os homens cantam para as mulheres.
Introdução: 3  I:  Bb  I  Cm  I  Bb  I  Fm  I  Fm  I  Bb  I  Gm  I  Cm  I 
                        4  I  Bb  I  Cm  I  Fm  I  Bb  I  Bb  I  Gm  I  Cm  I Cm
Fm       Fm        Ab   Bb Cm     Fm           Cm
Eshet  Cháyil  Mi  Yimtsá        Mi  Yimtsá,
Fm    Ab            Cm         Bb Cm
Verachoc  Mipeninim  Micra                  (Bis)
 
     Bb                   Fm          Gsus4   G    (1º vez)
Verachoc  Mipeninim  Micra.
     Bb                   Gm         Cm               (2º vez)
Coro
Cm          Bb   Cm      Cm
Bátach  Ba  Lev  Bála,
     Cm             Bb         Fm       Cm
Veshalal  Veshalal  Ló  Iechsar
       Cm                Bb      Eb    Fm      Bb      Fm       Gm     Cm
Guemalatehú   Tov   Velo  Ra      Col  Iemê       Chaiêha
Instrumental:
Oio, oio, oio...
Quem achará
A virtuosa mulher
Quem achará
II: Bb  I  Cm  I  Bb  I  Fm  I  Fm  I  Bb  I  Gm  I  Cm  I 
4   I   Bb   I  Cm  I  Fm  I  Bb  I  Bb  I  Gm  I  Cm  I Cm :II
Fm               Fm           Ab        Bb  Cm
Quem  achará  a  virtuosa  mulher
Fm                Fm     Cm   Cm 
Quem  a  encontrará
Fm                Ab     Cm        Bb   Cm
Pois  seu  valor é  muito  maior
Bb                Gm           Cm   Cm
Do  que  as jóias  preciosas
Coro
            Cm             Bb          Cm         Cm
O coração  do  marido  se  liga  ao  seu
               Cm    Bb                  Fm       Cm
Pois  confia,  sempre,  não  duvidará
     Cm          Bb         Eb         Fm
A  falta  de  lucro  não  haverá
Bb                  Fm            Gm           Cm
És  sempre  amada  virtuosa  mulher
Oio, oio, oio...
Quem achará...
3  I Bb  I  Cm  I  Bb  I  Fm  I  Fm  I  Bb  I  Gm  I  Cm  I 
4   I   Bb   I  Cm  I  Fm  I  Bb  I  Bb  I  Gm  I  Fm  I Ab   Gm I Cm  I
                                                                              Ralentando...
 
Eshet-Cháyil é um poema acróstico3, em que cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico em seqüência. É recitado pelo marido para sua esposa quando retorna da sinagoga na noite de Shabat.
3Acróstico composição poética em que as letras dos versos (geralmente as iniciais), lidas verticalmente, formam palavra ou frase que revela seu tema.
O poema descreve a esposa perfeita, de confiança do marido, caridosa com os mais necessitados e gentil para com todos. O marido e os filhos se alegram por tê-la em suas vidas e no lar, como fonte felicidade. Sua meta na vida é valorizar o crescimento do marido e dos filhos no conhecimento da Torah e nas boas ações.
Eshet-Cháyil é o último capítulo do livro de Mishlê (Provérbios) do rei Salomão.
Depois que o marido abençoa a esposa, e as mulheres presentes à celebração do Shabat, passa, então, a abençoar os filhos e os visitantes presentes. As orações podem ser espontâneas ou de acordo com suas necessidades específicas.
CAPÍTULO 9
Primeiro Kidush
A) Primeiro kidush Sexta-feira à noite
Após as orações dá-se início à primeira refeição com o Primeiro Kidush. A palavra hebraica que significa santo é Kadosh, podendo ser encontrada sob diversas formas; na palavra Kidush, é traduzida como santificação.
A instituição do Kidush deriva do versículo:
“Lembra do dia do Sábado para santificá-lo”
(Shemot /Ex 20:8).
O Kidush é composto em torno de duas idéias que representam o fundamento do Shabat: A Obra da Criação e Saída do Egito, cujo objetivo é o de santificar o dia do Shabat, detentor de uma santidade que os outros dias não têm. É recitado sempre antes de dar início à refeição de Shabat. Se não há um homem presente, é apropriado que uma mulher o faça.
Para esta primeira refeição, a mãe da família ou as filhas arrumam uma mesa especial composta de:
Uma taça ou copo contendo vinho ou suco de uva taça Kidush.
As chalot - dois pães, de preferência trançados, representando a porção dupla do maná que caía do céu a cada sexta-feira, quando os judeus estavam no deserto, saindo do Egito. São cobertas com uma toalha, simbolizando a proteção sobre o mesmo.
Duas velas, de preferência brancas (essa é uma observância normalmente realizada
nos lares, em família).
B) Benção para Santificação do Vinho
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, borê perí hagáfen B'shem Yeshua HaMashiach. Amém
TraduçãoBendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.
C) Santificação do Sábado
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, asher kideshánu bemitsvotáv verátsa vánu, veshabat codshó beahavá uveratson hinchilánu, zicarón lemaasê vereshit, techilá lemicraê códesh, zécher litsiat Mitsrayim, ki vánu vachárta veotánu kidashá micol haamin, veshabat codshechá beahavá uveratson hinchaltánu. Baruch Atá Adonai, mecadesh hashabat.
TraduçãoBendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos quiseste, concedendo-nos com amor e agrado o Teu santo dia de Shabat, em recordação à obra da Criação, pois que é a primeira das datas santas, em memória da partida do Egito. Porque Tu nos escolheste e nos santificaste dentre todos os povos, e o Teu sagrado Shabat, com amor e agrado, nos deste de herança. Bendito sejas Tu, Eterno que santificas o Shabat. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.
D) Lavagem das Mãos
Este simbolismo remonta a época do Templo, em que antes de realizar o sacrifício o sacerdote lavava suas mãos. Hoje o sacrifício está simbolizado na mesa da refeição onde será repartido o pão.
Antes do jantar as pessoas presentes lavam as mãos, cujo simbolismo é a purificação, seguindo a seguinte ordem:
Enche-se um recipiente com água despejando-se a mesma, primeiro na mão direita e depois na mão esquerda. Antes de enxugar as mãos o pai da família recita uma benção também conhecida como: Netilat Iadáyim.
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, asher kideshánu bemitsvotáv, vetsivánu, al netilát iadáyim. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.
TraduçãoBendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste sobre o lavar das mãos. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.
 
E) Lechêm Mishnê: Bênção sobre as Chalot
Também conhecida como: Hamotsí ou benção sobre o pão.
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, hamotsí léchem min haárets. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.
TraduçãoBendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que fazes sair o pão da terra. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.
F) Sal sobre as chalot
A base bíblica encontra-se na Torah; o uso do sal era indispensável em alguns sacrifícios, sobretudo no decereais e manjares.
“Todas as ofertas dos teus cereais temperarás com sal. Não deixarás faltar às tuas ofertas de cereais o sal da Aliança do Teu D'us, em todas as tuas ofertas oferecerás sal” (Vayicrá/Lv 2:13).
 
G) Aliança de Sal - Pacto de Perenidade
A aliança de sal foi conferida aos Kohanins (sacerdotes) e à sua semente como pacto de perenidade.
“Todas as ofertas sagradas que os filhos de Israel oferecerem ao Eterno dei-as a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo. É aliança perpétua de sal perante o Eterno para ti e para tua semente contigo” (Bamidbar /Nm 18:19).
Sendo o sal particularmente incorruptível, podemos entender que se trata de um paralelo cuja finalidade é evidenciar traços como: conservação para o não corrompimento.
Encontramos descrito em Bereshit (Gênesis) que as alianças eram seladas durante as refeições comuns.
“Responderam eles: Temos visto claramente que o Eterno é contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós e ti. Façamos aliança contigo, que nos não farás mal, como nós não te temos tocado, e te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do Eterno. Então Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam” (Bereshit/Gn 26:28,29,30).
H) O Sal na refeição de Shaba
O sal é um conservante que mantém a unidade, usado em banquetes de amor. Dado que os sacrifícios eram oferecidos com sal, espalhar sal sobre as chalot passa a ser uma ligação com a era do Judaísmo no Templo. Seu uso como conservante passa a simbolizar também, que a refeição de Shabat será um momento que durará para a eternidade e não uma experiência de caráter transitório.
I) O partir das chalot
O chefe da família corta as chalot, servindo-a a todos os presentes, que sentados à mesa jantam ou lancham. O kidush obrigatoriamente deve ser seguido de uma refeição.
CAPÍTULO 10
Segundo Kidush
É realizado no sábado após o Serviço Matutino da Torah. Em algumas comunidades, o Kidush é recitado no salão das Sinagogas ou nas Congregações, acompanhado sempre de uma refeição.
A) Bênçãos recitadas no Segundo Kidus
Após as orações dá-se início à primeira refeição com o Primeiro Kidush. A palavra hebraica que significa
Im tashiv mishabat raglêcha, assot chafatsêcha beiom codshi, vecaráta lashabat ôneg licdosh Adonai mechubad, vechibadeto meassot derachêcha mimetsó cheftsêcha vedaber davar. Az tit'anag al Adonai, vehircavtícha al bamote árets, vehaachaltícha nachalat Iaacov avícha.
Tradução
Se apartares do Shabat o teu pé e não prosseguires as tuas empresas no Meu santo dia, se ao Shabat chamares deleitoso, santificado pelo Eterno é digno de honra; se o honrares não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando as tuas palavras; então te deleitarás no Eterno. Eu te farei subir às alturas da terra e te alimentarei com a herança do teu pai Jacó; porque a boca do Eterno falou.
Veshamru vene Yisrael et hashabat, lassot et hashabat ledorotam, berit olam. Beni uven bene Yisrael ot hi leolam, ki sheshet iamim assa Adonai et hashamayim veet haárets, et haiam veet col asher bam, vaiánach baiom hashevií, al ken berach Adonai et iom hashabat vaicadeshêhu.
Tradução
E guardarão os filhos de Israel o Shabat, para fazer do Shabat, por suas gerações, uma aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel um sinal é ele, para sempre, que em seis dias fez o Eterno os céus e a terra, e no sétimo dia folgou e descansou.
Zachor et iom hashabat lecadesho. Sheshet iamim taavod veassíta col melachtêcha. Veiom hashevií shabat ladonai Elohêcha, lo taasse col melacha, ata uvinchá uvitêcha, avedechá vaamatechá uvehemtêcha, veguerchá asher bishearêcha. Ki sheshet iamim assa Adonai et hashamáyim veet haárets, et haiam veet col asher bam, vaiánach baiom hashevií, al ken berach Adonai et iom hashabat baiom hashevií, al ken berach Adonai et iom hashabat vaicadehêhu.
Tradução
Estejas lembrado do dia de Shabat para santificá-lo; seis dias trabalharás e farás toda tua obra. E o sétimo dia é o Shabat do Eterno, teu D'us; não farás nenhuma obra, tu, teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, teu animal e teu peregrino que estiver em tuas cidades; porque em seis dias fez o Eterno os céus e a terra, o mar e tudo que há neles, e repousou no sétimo dia; portanto, abençoou o Eterno o dia de Shabat e santificou-o.
B) Bênção do Vinho
Savri maranan!
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, borê peri hagáfen. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.
Tradução
Com a permissão dos senhores!
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.
Em seguida, todos retornam para seus lares onde não é mais necessário repetir a benção do Kidush. A cerimônia prossegue com a lavagem das mãos; todos se sentam à mesa para dar início à refeição festiva de Shabat.

 

 

CAPÍTULO 11

Havdalá - A Cerimônia que Finaliza o Shabat

Segundo a tradição, o Shabat chega ao fim quando três estrelas são visíveis no céu a olho nu. O momento de partida do Shabat também é especial, por isso há uma celebração específica.

A) Conceito

Havdalá é o nome dado à cerimônia feita semanalmente ao término do Shabat, após o completo anoitecer do sábado. A palavra significa separação, e funciona como um divisor de tempo, separando a serenidade e santidade do Shabat, do trabalho e correria dos demais dias da semana. Separa o sagrado do comum.

B) Objetivo

Assinalar formalmente o término do Shabat.

C) Agradecimento pela separação entre o sagrado e o comum.

Antes de ser permitido fazer qualquer trabalho, deve-se verbalizar o início da nova semana com as palavras:

Baruch hamavdil ben côdesh lechol.

Tradução
Bendito é Ele que separa entre o sagrado e o comum.

A retirada do Sábado também é anunciada com vinho e bênçãos.

Vejamos a seguir.

 

CAPÍTULO 12

Terceiro e Último Kidush

A) Utensílios necessários para esta celebração

Uma taça cheia de vinho ou suco de uva;

Cravo da índia, canela ou qualquer outro aromatizante dentro de uma caixa que preserve o aroma;

 Uma vela com pavio duplo tradicionalmente é usada uma vela de cera retorcida especial para Havdalá; duas velas mantidas juntas pelas chamas também podem ser usadas.

Tradicionalmente a Havdalá é realizada com a família e com as demais pessoas presentes, reunidas ao redor da mesa. Todos são convidados a participar.

B) A Havdalá é Pronunciada Sobre umaTaça de Vinho.

Hinê El ieshuati, evtach velo efchad, ki ozi vezimrat, lá Adonai, vaiehi li lishua. Usheavtem mayim bessasson, mimaainê haieshua. Ladonai haieshua, al amechá virchatêcha sela. Adonai tsevaot imanu, misgav lánu Elohe laacov sela. Adonai Tsevaot ashrê adam botêach bach. Adonai hoshía, hamélech iaamênu veiom cor'ênu. LAIEHUDIM HAITA ORA VESSIMCHA VESSASSON VICAR. KEN TIHIE LANU. Cos ieshuot essa uveshem Adonai ecra.

Tradução
Eis que no D'us da minha salvação terei confiança e assim não temerei, pois a minha força e o meu canto é o Eterno D'us, e Ele foi a minha salvação. E tirareis água, com regozijo, das fontes da salvação. A D'us pertence a salvação, sobre Seu povo recaia Sua benção para sempre. O Eterno dos exércitos esteja conosco; que seja o nosso refúgio o D'us de Jacó. Ó Eterno dos exércitos! Feliz é o homem que em Ti confia. Eterno, salva-nos! Ó Rei, responde-nos no dia em que te invocarmos. PARA OS JUDEUS FOI ISTO LUZ, ALEGRIA, REGOZIJO E PRECIOSIDADE, ASSIM SEJA CONOSCO TAMBÉM. O copo da salvação alcançarei e o nome do Eterno proclamarei.

Após a benção, os presentes costumam recitar o seguinte versículo em voz alta (o condutor da cerimônia faz a repetição):

Layhudim hayetá orá, vessimchá, vessasson, vicar; ken tihyê lánu.

Tradução
Para os judeus houve luz, alegria, júbilo e honra; que assim seja para nós.

C) Bênção do Vinho

Cos yeshuot essá, uvshêm Adonai ecrá. Savri maranan:
Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, borê peri hagáfen. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.

Tradução
Elevarei o copo da salvação, e em nome do Eterno chamarei. Com a permissão dos senhores.

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.

D) Cálice de vinho e caixa das especiarias

Neste momento, o cálice com vinho é passado para a mão esquerda, e na direita segura-se a caixa contendo as especiarias: cravo, canela, ou essências aromáticas, que logo após a benção são aspiradas pelos presentes à cerimônia.

E) Significado simbólico

O aroma considerado nos ensinos rabínicos um deleite para a alma, mais do que para o corpo revigora a alma, compensando-a pelo término do Shabat.

F) Benção das Especiarias

Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, borê mine vessamim. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.

Tradução
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que criaste árvores odoríferas. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.

G) Benção sobre o Fogo

À luz de uma vela de dois ou mais pavios trançados (na falta desta, pode-se usar duas velas comuns, que devem ser seguradas e inclinadas uma para a outra, fazendo com que as duas chamas se toquem), segurada geralmente por uma criança, recita-se a benção do fogo, enquanto observa-se na ponta dos dedos a luz da chama.

H) Simbolismo

Este ato, por ser o primeiro da semana, simboliza o primeiro ato Divino da Criação, que marcou o primeiro dia da semana quando D'us disse: Haja Luz.

“E disse D'us: Haja luz. E houve luz” (Bereshit/Gn 1:3).

I) O recitar da benção

Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, borê moerê haesh. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.

Tradução
Bendito sejas Tu, Eterno nosso D'us, Rei do Universo, que criaste os luminares de luz. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.

A taça de vinho é novamente suspensa para que a benção posterior seja recitada.

J) Benção da Separação

Com o cálice na mão esquerda, o condutor da cerimônia dobra o polegar da mão direita debaixo dos quatro dedos e mira o contraste da luz e da sombra, provocado pelas chamas da vela. Os homens presentes também miram a sombra dos dedos das mãos (as mulheres geralmente não o fazem).

Em seguida, o condutor pega novamente o cálice na mão direita e termina a havdalá, com a seguinte bênção:

Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám, hamavdil ben codesh lechol, ben or lechoshech, ben Yisrael laamim, ben iom hashevií lesheshet iemê hamaassê. Baruch Atá Adonai, hamavdil ben codesh lechol. B'shem Yeshua HaMashiach. Amém.

Tradução
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que fazes separar o santo do profano, a luz da escuridão, Israel dos demais povos, e o sétimo dia dos seis dias de trabalho. Bendito sejas Tu, Eterno, que separas o santo do profano. Em nome de Yeshua, o Messias. Amém.

K) Como apagar a vela da Havdalá

O condutor da cerimônia da Havdalá bebe a maior parte do vinho da taça sentado; o mesmo não é repartido com os presentes. O vinho restante é derramado sobre a vela a fim de apagá-la.

L) Meên Shalosh: Última Bênção

Baruch Atá Adonai Elohênu Mélech haolám al Urettsê vehachalitsênu beiom hashabat hazê veal tenuvat hassadê veal érets chemda tova urechava, sheratsíta vehinchálta laavotênu leechol miperia velisboa mituva. Rachem na Adonai Elohênu al Yisrael amechá veal Ierushaláyim irêcha veal Tsion mishcan kevodêcha veal mizbachacha veal hechalêcha. Uvenê Ieryshaláyim ir hacodesh bimehera veiamênu, vehaalênu letocha vessamechênu beviniana venochal mipiria venisba mituva, unevarechechá alêha bikedusha uvetahora.

Tradução
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, seja Tua vontade fortalecer-nos neste dia de Shabat, que pela Tua vontade fizeste herdar a nossos pais, para comer de seu fruto e para saciar-nos com sua fartura. Tem piedade, Te rogamos Eterno, nosso D'us, do Teu povo Israel, e da Tua cidade Jerusalém, e de Tsion, residência de Tua Glória, do Teu Altar e do Teu Santuário. Reconstrói Jerusalém, a cidade santa, prontamente em nossos dias; reconduze-nos a ela e alegra-nos com sua reconstrução. Lá, pois, comeremos do seu fruto e saciar-nos-emos com sua fartura, e Te abençoaremos em santidade e pureza.

A cerimônia da Havdalá não toma mais que poucos minutos. Além de marcar o término do Shabat, preconiza o início de uma boa semana. Todos se cumprimentam desejando:

Shavuá Tov!

Tradução
Tenham todos uma boa semana!

A Beleza do Shabbat nas Escrituras

 Quando buscamos a D-us no Shabbat , É uma sensação espiritual quase indescritível! Vamos ver o que dizem as
Escrituras a respeito do Shabbat.
"Se você não profanar o Shabbat e para não fazer o que bem quiser em meu dia santo; se você
chamar delícia o Shabbat e honroso o santo dia de ADONAI, e se honrá-lo deixando de seguir o seu
próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, então você terá em ADONAI a sua
alegria… " (Yesha'yahu / Isaías 58:13,14a)
O SHABBAT NAS ESCRITURAS
1 – INSTITUÍDO POR HASHEM (D-US)
* Gen 2:3
2 – BASES PARA SUA INSTITUIÇÃO
* Gen 2:2,3; Ex 20:11
3 – O SÉTIMO DIA JUDAICO É O SHABBAT
* Ex 20:9-11
4 – FOI FEITO PARA O HOMEM
* Mc 2:27
5 – HASHEM ABENÇOOU O SHABBAT
* Gen 2:3; Ex 20:11
6 – HASHEM SANTIFICOU O SHABBAT
* Gen 2:3; Ex 31:15
7 – O SHABBAT COMO UM DOS 10 MANDAMENTOS
* Ex 20:11
8 – HASHEM ORDENA O SEU CUMPRIMENTO
* Lev 19:3,30
9 – HASHEM ORDENA QUE O SHABBAT SEJA SANTIFICADO
* Ex 20:8
10 – É OBSERVADO COMO LEMBRANÇA DA BONDADE DE HASHEM
* De 5:15
11 – HASHEM MOSTRA O SEU FAVOR AO APONTÁ-LO
* Ne 9:14
12 – HASHEM MOSTRA CONSIDERAÇÃO E BONDADE AO APONTÁ-LO
* Ex 23:12
13 – É UM SINAL DA ALIANÇA ENTRE HASHEM E O SEU POVO
* Ex 31:13,17
14 – É SOMBRA DO MILÊNIO QUE HÁ DE VIR
* Hb 4:4,9
15 – YESHUA É O S-NHOR DO SHABBAT
* Mc 2:28
16 – YESHUA OBSERVAVA O SHABBAT
* Lc 4:16
17 – YESHUA ENSINAVA A PALAVRA DO ETERNO NO SHABBAT
* Lc 4:31; 6:6
18 – SERVOS E ANIMAIS DEVEM TAMBÉM SEREM PERMITIDOS DE DESCANSAR NO
SHABBAT
* Ex 20:10; Dt 5:14
19 – NENHUM TIPO DE TRABALHO DEVE SER FEITO NO SHABBAT
* Ex 20:10; Lev 23:3
20 – NÃO SE DEVE FAZER COMÉRCIO ALGUM NO SHABBAT
* Ne 10:31; 13:15-17
21 – NÃO SE DEVE CARREGAR PESO NO SHABBAT
* Ne 13:19; Jer 17:21
22 – DEVE HAVER ADORAÇÃO A HASHEM NO SHABBAT
* Eze 46:3; At 16:13
23 – AS ESCRITURAS DEVEM SER LIDAS NO SHABBAT
* At 13:27; 15:21
24 – A PALAVRA DE D-US DEVE SER PREGADA NO SHABBAT
* At 13:14,15,44; 17:2; 18:4
25 – TRABALHOS RELIGIOSOS SÃO PERMITIDOS NO SHABBAT
* Nu 28:9; Mt 12:5; Jo 7:23
26 – TRABALHOS DE BONDADE E MISERICÓRDIA SÃO PERMITIDOS NO SHABBAT
* Mt 12:12; 13:16; Jo 9:14
27 – SUPRIR NECESSIDADES FÍSICAS É PERMITIDO NO SHABBAT
* Mt 12:1; Lc 13:15; 14:1
28 – O SHABBAT É CHAMADO DE SHABBAT DO S-NHOR
* Ex 20:10; Lev 23:3; De 5:14
29 – O SHABBAT É CHAMADO DE SHABBAT DE DESCANSO
* Ex 31:15
30 – O SHABBAT É CHAMADO DE DESCANSO SAGRADO
* Ex 16:23
31 – O SHABBAT É SHAMADO DE SANTO DIA DO S-NHOR
* Isa 58:13
32 – O SHABBAT É CHAMADO DE DIA DO S-NHOR
* Ap 1:10
33 – OS ESCOLHIDOS DE D-US OBSERVAM O SHABBAT
* Ne 13:22
34 – OS ESCOLHIDOS HONRAM A D-US AO OBSERVAR O SHABBAT
* Isa 58:13
35 – OS ESCOLHIDOS SE ALEGRAM NO SHABBAT
* Sl 118:24; Isa 58:13
36 – OS ESCOLHIDOS TESTIFICAM CONTRA AQUELES QUE PROFANAM O SHABBAT
* Ne 13:15-18,20,21; Jer 17:27
37 – A OBSERVÂNCIA DO SHABBAT É PERPÉTUA
* Ex 31:16,17; Mt 5:17,18
38 – SOMOS ABENÇOADOS SE HONRAMOS O SHABBAT
* Isa 58:13,14
39 – SOMOS ABENÇOADOS SE GUARDAMOS O SHABBAT
* Isa 56:2,6
40 – OS ÍMPIOS PROFANAM O SHABBAT
* Isa 56:2; Eze 20:13,16 ;Ne 13:17; Eze 22:8
41 – OS ÍMPIOS ACHAM O SHABBAT UM FARDO
* Amo 8:5
42 – OS ÍMPIOS ESCONDEM OS SEUS OLHOS DO SHABBAT
* Eze 22:26
43 – OS ÍMPIOS FAZEM O QUE BEM ENTENDEM NO SHABBAT
* Isa 58:13
44 – OS ÍMPIOS CARREGAM FARDO NO SHABBAT
* Ne 13:15
45 – OS ÍMPIOS TRABALHAM NO SHABBAT
* Ne 13:15
46 – OS ÍMPIOS FAZEM COMÉRCIO NO SHABBAT
* Ne 10:31; 13:15,16
47 – OS ÍMPIOS GUARDAM O SHABBAT PELO MOTIVO ERRADO
* Lc 13:14; Jo 9:16
48 – O EXEMPLO DE MOSHE RABEINU (MOISÉS, NOSSO PROFESSSOR)
* Nu 15:32-34
49 – O EXEMPLO DE NEHEMIAH
* Ne 13:15,21
50 – O EXEMPLO DAS MULHERES QUE SEGUIAM A YEHOSHUA
* Lc 23:56
51 – O EXEMPLO DO RAV. SHA'UL (PAULO)
* At 13:14
52 – O EXEMPLO DOS DISCÍPULOS
* At 16:13
53 – O EXEMPLO DE YOCHANAN (JOÃO)
* Ap 1:10
54 – EXEMPLOS DE PROFANAÇÃO DO SHABBAT
* Ex 16:27; Nu 15:32; Ne 13:16; Jer 17:21-23

Você pode ser descendente de judeu e não sabe.

INTRODUÇÃO

Os Sefarditas (do hebraico Sefardim, No singular Sefardi) São todos os Judeus provenientes da Península Ibérica (Sefarad). Tais Povos por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para Países como Holanda e Reino Unido, além dos Países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA, e desse modo, que Tiveram seguir suas tradições secretamente Ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo Tiveram ainda que alguns que se converter ao Cristianismo Católico forçadamente.

2 - CONTEXTO HISTÓRICO

Ao longo da História o Judaísmo Sofreu Inúmeras perseguições por parte de seus opositores, dos tais destacam-se os Romanos, Católicos e Nazistas. Nestas condições, muitos Judeus perderam suas identidades culturais, e assim, Gerações Surgiram várias sem o contato com explicito como Tradições do Judaísmo, seja ele ortodoxo ou Messiânico.

De fato, tudo isso iniciou com a segunda Diáspora, onde o general Tito, filho do Imperador Vespasiano, sufocou a primeira rebelião no ano de 70 dC (tendo ela Sido iniciada em 66 dC), o que culminou na destruição do Templo e na morte de quase 1 milhão de Judeus. Sendo que uma diáspora só se concretizou após a segunda revolta dos Judeus, iniciada em 132 dC e dissolvida pelo Imperador Romano Adriano em 135 dC E assim, proibidos de entrarem em Jerusalém e enguias sendo expulsos da Palestina (região da Judéia), os Judeus se espalharam pelo Mundo.

Aos poucos uma Europa foi sendo habitada por Judeus refugiados da Ira Romana, principalmente na região da Península Ibérica. Tempos depois, os Judeus passaram novamente a ser Vítimas de perseguições, desta vez, promovidas pela Igreja Católica Apostólica Romana, que instaurou uma fogueira da Inquisição. De Assim, um dos crimes alegados pela Igreja, era o "crime de Judaísmo". Em que o indivíduo era proibido de Exercer sua judaicidade.

Neste caso, a partir da feroz Inquisição Espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram Julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492.

Perseguidos e desamparados, os Judeus que se REFUGIAR Tiveram espanhóis em Portugal. Estando lá, foram feitos escravos, embora conquistassem uma Liberdade em 1495, beneficiados com a Lei promulgada por D. Manoel ao subir ao trono. Mas em 1496, assinou um acordo que expulsaria todos os Judeus Sefarditas (ou marranos) que não se sujeitassem ao batismo Católico. Sendo que no ano seguinte, como crianças Judias de até 14 anos foram obrigadas a se batizarem e em seguida ADOTADAS por Famílias Católicas.

Com a descoberta das terras brasileiras em 1500, pela a esquadra de Cabral, a sorte de muitos Judeus mudaria. Pois em 1503, o Judeu Fernando de Noronha com uma lista de considerável os Judeus, apresenta o projeto de Colonização um D. Manoel. Porém, o Povo Judeu ainda passaria por mais um episódio triste, quando em 1506, Milhares de Judeus foram mortos e queimados pelo Progon da capital portuguesa. Além de tais Judeus (Cristãos Novos) terem Presenciado o contraditório D. Manoel ESTABELECER uma lei que dava liberdade os e os mesmos direitos dos Católicos, em 01 de março de 1507. O mesmo D. Manoel em 1515 que solicita ao papa um sistema de Inquisição semelho semelnatede Inquisiçita ao papaqueimados triste por famSefarditas ep (ou marranos) ao espanhol ante.

E desse modo, uma solução para estes Judeus marranos, uma foram de aderirem ao movimento de Colonização do Brasil, quando em 1516, D. Manoel ferramentas distribui gratuitamente uma Quisesse quem tentar a vida na Colônia.

Em 1524, D. João III confirma a Lei de D. Manoel (de 1507), que consolida a lei de direitos iguais aos convertidos à força. No ano de 1531, Martin Afonso de Souza Aluno (do Judeu Pedro Nunes), recebe de D. João III a autorização de Sistematicamente colonizar o Brasil. Em que 1533, o mesmo funda o primeiro engenho no Brasil.

Durante um bom tempo, os Judeus passaram por Inúmeras revira-voltas quanto a beneficios, confiscos e até mesmo mortes. Porém, os mesmos gozaram de plena liberdade religiosa durante o Domínio Holandês de 1637 um 1644 (na gestão de Maurício de Nassau), quando fundaram uma Sinagoga primeira no Brasil, uma Zur Israel. Mas, com uma retomada Portuguesa em 1654, os Judeus foram de fato expulsos e alguns migraram para outros Países.

No período de 1770 um 1824, os mais Judeus passam por uma fase de aceitação, sendo que em 25 de maio de 1773, é Estabelecida uma abolição dos termos cristãos novos (judeus) e Cristãos Velhos (Católicos), passando todos os mesmos terem um Benefícios e sem distinções.

A partir de 1824, o movimento tais Judeus (ou marranos Sefarditas), passa por um período de "assimilação profunda", isto é, inicia-se uma fase de esquecimento parcial de suas Tradições, Devido a séculos de repressão e pelo contato direto e extensivo com uma cultura etnocêntrica, que mesmo aceitando os Perante as leis, tratavam-os com desprezo e repressão. A solução mesmo, partiu do pressuposto do esquecimento e sectarismo, o que permitiu várias Gerações com que crescessem sem ter uma real noção de suas raízes legitimas.

Desse modo, estima-se que no Brasil, vivam cerca de um décimo (1 / 10) ou até mesmo 35 milhões de Judeus Sefarditas, entre eles os Judeus Asquenazitas (provinientes da Europa Central e Oriental).

Assim, segue-se abaixo uma lista com os principais Sobrenomes Sefarditas habitantes da Península Ibérica, e no decorrer do Continente Americano, a exemplo do Brasil:       

2,1 - Sobrenomes Judaico-Sefarditas Oriundos das Regiões Portuguesas de Alentejo, Beira-Baixa e Trás-os-Montes:

Amorim; Azevedo; Álvares; Avelar; Almeida; Barros; Basto; Belmonte; Bravo; Cáceres; Caetano; Campos; Carneiro; Carvalho, Crespo, Cruz, Dias, Duarte; Elias; Estrela; Ferreira; Franco; Gaiola; Gonçalves; Guerreiro; Henriques; Josué; Leão; Lemos; Lobo; Lombroso; Lopes; Lousada; Macias; Machado; Martins; Mascarenhas; Mattos; Meira; Mello e Canto; Mendes da Costa; Miranda; Montesino; Morão; Moreno; Moroes; Mota; Moucada; Negro; Nunes; Oliveira; Ozório; Paiva; Pardo; Pilão; Pina; Pinto; Pessoa; Preto; Pizzarro; Ribeiro; Robles; Rodrigues; Rosa; Salvador; Souza; Torres; Vaz; Viana e Vargas.

2,2 - Sobrenomes de famílias Judaico-Sefarditas na Diáspora para Holanda, Reino Unido e Américas:

Abrantes; Aguilar; Andrade; Brandão; Brito; Bueno; Cardoso; Carvalho; Castro; Costa; Coutinho; Dourado; Fonseca; Furtado; Gomes; Gouveia; Granjo; Henriques; Lara; Marques; Melo e Prado; Mesquita; Mendes; Neto; Nunes; Pereira; Pinheiro; Rodrigues; Rosa; Sarmento; Silva; Soares; Teixeira e Teles.

2,3 - Sobrenomes judaico-Sefarditas na América Latina:

Almeida; Avelar; Bravo; Carvajal; Crespo; Duarte; Ferreira; Franco; Gato; Gonçalves; Guerreiro; Léon; Leão; Lopes; Leiria; Lobo; Lousada; Machorro; Martins; Montesino; Moreno; Mota; Macias; Miranda; Oliveira; Osório; Pardo; Pina; Pinto; Pimentel; Pizzarro; Querido; Rei; Ribeiro; Robles; Salvador; Solva; Torres e Viana.

2.4 - Principais exemplos extraídos do Dicionário de Sobrenomes Sefarad:

A -- Abreu, Abrunhosa, Affonseca, Affonso, Aguiar, Ayres, Alam, Alberto, Albuquerque, Alfaro, Almeida; Alonso; Alvade; Alvarado, Alvarenga, Álvares / Alvarez, Alvelos; Alveres; Alves; Alvim; Alvorada; Alvres; Amado; Amaral; Andrada, Andrade, Anta, Antonio, Antunes, Araújo; Arrabaça; Arroyo, Arroja; Aspalhão; Assumção; Athayde; Ávila; Avis; Azeda; Azeitado; Azeredo; Azevedo; B -- Bacelar, Balão; Balboa; Balieyro; Baltiero; Bandes, Baptista, Barata, Barbalha, Barboza / Barbosa; Bareda; Barrajas; Barreira, Baretta, Baretto, Barros, Bastos, Bautista, Beirão; Belinque, Belmonte, Bello, Bentes, Bernal; Bernardes; Bezzera, Bicudo, Bispo, Bivar; Boccoro; Boned, Bonsucesso, Borges, Borralho, Botelho, Bragança, Brandão, Bravo, Brites, Brito, Brum, Bueno, Bulhão; C -- Cabaço, Cabral, Cabreira, Cáceres, Caetano, Calassa, Caldas, Caldeira; Caldeyrão; Callado, Camacho, Câmara, Camejo, Caminha, Campo, Campos, Candeas, Capote, Cárceres, Cardozo / Cardoso, Carlos Carneiro, Carranca, Carnide; Carreira; Carrilho; Carrollo Carvalho, Casado, Casqueiro; Casseres; Castenheda; Castanho, Castelo, Castelo Branco, Castelhano, Castilho, Castro, Cazado; Cazales; ceya; Céspedes; Chacla; Chacon, Chaves, Chito, Cid; Cobilhos; Coche ; Coelho; Collaco, Contreiras, Cordeiro; Corgenaga; Coronel, Correa, Cortez, Corujo, Costa, Coutinho, Couto, Covilhã, Crasto, Cruz, Cunha; D -- Damas; Daniel; Datto, Delgado; Devet; Diamante, Dias, Diniz, Dionísio, Dique, Doria, Dorta, Dourado, Drago, Duarte; Durães; E -- Eliate; Escobar, Espadilha, Espinhosa, Espinoza, Esteves, Évora; F -- Faísca, Falcão, Faria, Farinha, Faro, Farto; Fatexa; Febos; Feijão, Feijó, Fernandes, Ferrão, Ferraz, Ferreira, Ferro, Fialho, Fidalgo, Figueira, Figueiredo, Figueiro, Figueiroa, Flores, Fogaca, Fonseca; Fontes; Forro, Fraga; Fragozo, Franca; Francês; Francisco; Franco; Freire; Freitas; Froes / Fróis; Furtado; G -- Gabriel, Gago, Galante, Galego, Galeno, Gallo, Galvão, Gama, Gamboa; Gancoso; Ganso, Garcia, Gasto; Gavilao; Gil; Godinho; GODINS; Góes; Gomes; Gonçalves; Gouvêa; Gracia, Gradis, Gramacho, Guadalupe; Guedes; Gueybara; Gueiros; Guerra; Guerreiro; Gusmão; Guterres; H -- Henriques; Homem; I -- Idanha; Iscol; Isidro; J -- Jordão, Jorge, Jubim, Julião; L -- Lafaia; Lago, Laguna, Lamy, Lara, Lassa, Leal, Leão; Ledesma; Leitão, Leite, Lemos, Lima, Liz, Lobo, Lopes, Loução, Loureiro, Lourenço, Louzada, Lucena, Luiz, Luna, Luzarte; M --Macedo, Machado, Machuca, Madeira, Madureira, Magalhães; Maia; Maioral, Maj, Maldonado, Malheiro; Manem; MANGANES; Manhanas; Manoel; Manzona; Marca; Marques Martins, Mascarenhas, Mattos, Matoso, Medalha, Medeiros, Medina; Melão, Mello, Mendanha, Mendes, Mendonça, Menezes, Mesquita; Mezas; Milão; Miles, Miranda, Moeda, Mogadouro, Mogo, Molina, Monforte; monguinho; Moniz; Monsanto; Montearroyo; Monteiro; Montes; Montezinhos; Moraes; Morales; Morão, Morato; Moreas; Moreira, Moreno, Motta, Moura, Mouzinho, Munhoz; N -- Nabo; Nagera; Navarro, Negrão, Neves, Nicolao, Nobre, Nogueira, Noronha, Novaes, Nunes; O -- Oliva, Olivares, Oliveira; Oróbio; P -- Pacham / PACHAO / Paixão; Pacheco; Paes; Paiva; Palancho, Palhano, Pantoja, Pardo, Paredes, Parra, Páscoa, Passos, Paz, Pedrozo, Pegado, Peinado; Penalvo, Penha, Penso, Penteado, Peralta, Perdigão, Pereira; Peres, Pessoa, Pestana, Picanço, Pilar, Pimentel, Pina, Pineda, Pinhão, Pinheiro, Pinto, Pires, Pisco, Pissarro; Piteyra; Pizarro, Pombeiro, Ponte, Porto; Pouzado; Prado; Preto; Proença; Q -- Quadros, Quaresma, Queiroz, Quental; R -- Rabelo; Rabocha, Raphael, Ramalho, Ramires, Ramos, Rangel, Raposo; Rasquete; Rebello, Rego, Reis, Rezende, Ribeiro, Rios, Robles, Rocha, Rodrigues, Roldão, Romão, Romeiro, Rosário, Rosa, Rosas; Rozado; Ruivo, Ruiz; S -- Sá; Salvador, Samora, Sampaio; Samuda; Sanches, Sandoval, Santarém, Santiago, Santos, Saraiva, Sarilho, Saro, Sarzedas, Seixas, Sena, Semedo, Sequeira; Seralvo; Serpa, Serqueira, Serra, Serrano, Serrão; Serveira; Silva; Silveira; Simão; Simões; Soares; Siqueira; Sodenha; Sodré; Soeyro; Sueyro; Soeiro, Sola, Solis; Sondo; Soutto, Souza; T -- Tagarro; Tareu; Tavares, Taveira, Teixeira, Telles, Thomas, Toloza, Torres; Torrones; Tota, Tourinho, Tovar; Trigillos; Trigueiros; numa cavada; U -- Uchoa; V -- Valladolid; Vale, Valle, Valença, Valente, Vareda, Vargas, Vasconcellos, Vasques, Vaz, Veiga; Veyga; Velasco; Vélez; Vellez; Velho, Veloso, Vergueiro, Viana, Vicente, Viegas, Vieyra, Viera, Vigo; Vilhalva; Vilhegas, Vilhena, Villa; Villalao, Villa-Lobos, Villanova, Villar, Villa Real; Villella; Vilela; Vizeu; X -- Xavier; Ximinez; Z -- Zuriaga.

Desse modo, vemos Claramente que os Judeus fazem parte de uma enorme frente de Formação da Península Ibérica, Norte da África e América. O que nos coloca em contato direto com um contexto cripto-judaico.

2.5 - Como confirmar uma descendência judaica?

Evidentemente que, nem sempre aqui no Brasil, ter o sobrenome judaico lhe dá uma condição de Judeu descendente. Pois, Havemos de concordar, que o país passou por inúmeros casos concernentes um erros de Sobrenomes, no que diz respeito um grandes falhas nos cartórios Responsáveis pelo registro de Sobrenomes e nomes.

Assim, a melhor opção para Judeu quem se identifica com um sobrenome, é observar os seguintes fatores:

  • Os casamentos entre familiares (pois era uma forma de Manter os bens entre as famílias judias e os pontos de vista em comum);
  • Tradições de cunho ligado à cultura hebraica em relação ao Cristianismo (considerando que o Cristianismo era para esses seguido por aparências, pois ambos foram convertidos forçadamente à religião Cristã Católica);
  • E por último, O levantamento histórico-genealógico (para confirmar se houve ou não alterações nos Sobrenomes ao longo das gerações).

 

3 - CONCLUSÃO

Portanto, fica evidente um Existência de uma grandiosa cripto-Comunidade Judaica na Península Ibérica (Portugal e Espanha), assim como nos Países do Continente americano (um exemplo do Brasil) e africano. E com isso, Percebemos o quanto à segregação eo etnocentrismo Promovem uma destruição de princípios, gerando um "câncer" na Liberdade conjunta e individual, como também, na tradição religiosa. O que aglutina mais ainda um odiosidade Entre as Religiões e os Povos, que se distanciam ainda mais saudáveis e possíveis de diálogos baseados no bom senso.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS DESCENDENTES DE JUDEUS da Inquisição. Cronologia Histórica da Etnia Judaica Ibero-Brasileira. Disponível em: <http://ensinandodesiao.org.br/anussim/index.php?

Rabino Yitzhak Kaduri revela o nome do Messias

O rabi Yitzhak Kaduri, um dos mais antigos e venerados cabalistas judeus, faleceu num sábado (shabat), em 28/01/2007, em Jerusalém. Vítima de pneumonia, ele estava com uma idade estimada entre 104 e 106 anos, segundo fontes médicas. O rabino permaneceu hospitalizado por duas semanas no hospital Bikur Holim, situado nas imediações do bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim de Jerusalém.

Quem era Yitzhak Kaduri? - Segundo fontes tradicionais, Rabino Kaduri teria nascido em 1897 no Iraque; teria, portanto, 109 anos de idade quando faleceu. Aos 13 anos começou seus estudos em Bagdá. Rabino Ben Ish Chai proferiu uma bênção de longevidade sobre Kaduri, que obviamente veio a se concretizar. Aos 16 anos, Kaduri já era considerado uma autoridade em Torá entre os Rabinos de Bagdá. Rebe Lubavitcher afirmou que a influência de Kaduri seria mundial, afetaria todo o globo terrestre. Kaduri se preocupava verdadeiramente com as pessoas, inclusive até bem perto da sua morte. Além de importante mestre religioso e considerado um dos maiores "mekubalim" da história do misticismo judaico, rabino Kaduri esteve por várias vezes envolvido com a causa política, o futuro de Israel e o bem estar do povo israelita em sua própria terra. Em um dos seus últimos pronunciamentos, feito em 2005, ele falou sobre a chegada do Mashiach (Messias) e a era de Luz, Paz e Justiça que, a partir de então, envolverá todo o nosso planeta.

A fama do rabino Yitzhak Kaduri influenciou as comunidades judaicas do mundo inteiro. Ele era um profundo conhecedor da Cabala, o conjunto das doutrinas e preceitos do misticismo judaico. Segundo a tradição judaica, a Cabala é tão complicada e perigosa que só judeus com mais de 40 anos têm acesso a ela. Kaduri sempre se opôs publicamente ao estudo da Cabala por não-judeus e se envolveu num incidente com a popstar Madonna, quando declarou que "a Cabala não é moda", após Madonna afirmar que a estava praticando...

Originário do Iraque, Kaduri chegou muito jovem à Palestina do Mandato Britânico, onde, na sequência de estudos em diversas escolas talmudistas se impôs como grande mestre. Nunca publicou uma obra, mas era conhecido pelo seu imenso saber no domínio místico judaico. Adepto de uma vida austera, viveu muito tempo do seu ofício de encadernador. O único luxo que lhe foi conhecido, nos últimos anos, era o de fumar cigarros estrangeiros.

No universo da Cabalá, era considerado autoridade suprema. Para o mundo judaico, suas previsões eram um alerta, seus conselhos e bênçãos, um alento para os doentes, pobres e desamparados. A população atribuía-lhe o poder de realizar milagres, especialmente a cura de doentes. Os fiéis tocavam na sua porta para obter benesses. A fama do rabi era tão grande que o magnetismo exercido por ele nos meios tradicionalistas e religiosos foi explorado com sucesso pelo partido ultra-ortodoxo nas eleições israelenses de 1996. Depois, o rabi fundou a sua própria formação política para disputar as eleições legislativas de janeiro de 2003, tendo percorrido Israel em campanha eleitoral num veículo semelhante ao papamóvel.

Dezenas de milhares de judeus ortodoxos acompanharam seu cortejo fúnebre numa última homenagem.
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"Pouco tempo antes de sua morte, o renomado rabino Yitzhak Kaduri escreveu uma nota na qual revelou o nome do Messias." - do noticiário Israel Today

Poucos meses antes de morrer, o mais proeminente rabino da nação israelita, Yitzhak Kaduri, escreveu o nome do Messias em uma pequena nota que ele havia pedido que permanecesse selada até agora (10/2007). Quando a nota foi aberta, para espanto de uns e maravilha de outros, revelou o que muitos têm afirmado por séculos: Yehoshua, ou Yeshua (Jesus), é o Messias.

Com o nome bíblico de Jesus, o Rabino e Cabalista descreveu o Messias usando seis palavras e dando pistas de que as letras iniciais formam o nome do Messias. – A nota secreta dizia:

"Quanto às letras da abreviação do nome do Messias, Ele erguerá o povo e provará que sua palavra e lei são válidas.

Esta eu assinei no mês da graça,

Yitzhak Kaduri"

A sentença hebraica (traduzida acima) com o nome do Messias oculto é: Yarim Ha’Am Veyokhiakh Shedvaro Vetorato Omdim

As iniciais das palavras formam o nome hebraico de Jesus, Yehoshua. Yehoshua e Yeshua são o mesmo nome, derivado da mesma raiz hebraica da palavra “salvação” como documentado nos livros bíblicos de Zacarias 6:11 e de Esdras 3:2. O mesmo sacerdote escreve em Esdras, “Yeshua filho de Yozadak” enquanto escreve em Zacarias “Yehoshua filho de Yohozadak”. O Sacerdote inclui a abreviação sagrada do nome de Deus, HO, no nome do pai Yozadak e no nome Yeshua.

Com um dos mais proeminentes rabinos de Israel indicando que o nome do Messias é Yeshua, pode-se entender por que o seu último desejo foi esperar quase um ano após a sua morte antes de revelar o que escreveu.

Quando o nome Yehoshua apareceu na mensagem de Kaduri, Judeus ultra-Ortodoxos de seu Nahalat Yitzhak Yeshiva (seminário) em Jerusalém contra-argumentaram dizendo que seu mestre não deixou a exata solução para decodificar o nome do Messias (porque será que eu não me surpreendo com essa reação?).

A revelação recebeu pouca cobertura da mídia Israelense (porque será que eu não me surpreendo com essa reação? #2). Somente os websites hebraicos News First Class (NFC) e Kaduri.net mencionaram a nota sobre o Messias, insistindo que era autêntica. O diário Hebraico Ma’ariv publicou a história sobre a nota mas a descreveu como forjada (porque será que eu não me surpreendo com essa reação? #3).

Leitores Judeus responderam nos forums do website com uma mistura de sentimentos: “Então isso significa que o Rabino Kaduri era Cristão?” e “Os Cristãos estão dançando e celebrando”, estavam entre os comentários, mostrando que não entenderam absolutamente a importância do que estava acontecendo.

O Israel Today falou de dois seguidores de Kaduri em Jerusalém que admitiram que a nota era autêntica, mas confusa para os seus seguidores também. “Não fazemos idéia de como o Rabino chegou a esse nome do Messias”, um deles disse.

Outros negam completamente que a nota seja autêntica. Entre estes, o filho de Yitzhak, o também rabino David Kaduri.

O retrato do Messias, por Kaduri - Poucos meses antes de Kaduri morrer, ele surpreendeu seus seguidores quando lhes disse que havia se encontrado com o Messias. Kaduri deu uma mensagem em sua sinagoga no Yom Kippur, O Dia do Perdão, ensinando como reconhecer o Messias. Ele também mencionou que o Messias apareceria para Israel depois da morte de Ariel Sharon (o ex primeiro ministro ainda está em coma depois de sofrer um derrame maciço no ano de 2005 - saiba mais aqui).

Sobre o aparecimento do Messias, outros rabinos predisseram o mesmo, inclusive o Rabino Haim Cohen, o cabalista Nir Bem Artzi e a esposa do Rabino Haim Kneiveskzy.

O neto de Kaduri, rabino Yosef Kaduri, disse que seu avô falou muitas vezes durante seus últimos dias sobre a vinda do Messias e a redenção através do Messias.

Seus retratos espirituais do Messias – reminiscências dos relatos do Novo Testamento – foram publicados nos websites Kaduri.net e NFC:

“É difícil para muitas pessoas boas na sociedade entender a pessoa do Messias. A liderança e ordem do Messias de carne e osso é difícil de aceitar para muitos na nossa nação. Como líder, o Messias não terá escritório, mas estará entre o povo e usará a mídia para se comunicar. Seu reino será puro e sem desejo pessoal ou político. Durante seu domínio, somente a justiça e a verdade reinarão."

“Crerão todos no Messias logo de uma vez? Não, no começo alguns de nós creremos nele e alguns não. Será mais fácil para as pessoas não religiosas seguirem o Messias do que para pessoas Ortodoxas."

“A revelação do Messias será cumprida em dois estágios: Primeiro, ele ativamente confirmará sua posição como Messias (...). Então ele se revelará para alguns Judeus, não necessariamente para os sábios estudiosos da Torah. Poderão até mesmo ser pessoas simples. Somente então ele se revelará para toda a nação. – As pessoas irão pensar e dizer: ’O quê, este é o Messias?’ Muitos têm conhecido o seu nome mas não têm crido que ele é o Messias.”

O Rabino Yitzhak era conhecido por sua memória fotográfica e sua memorização da Torá, do Talmud, do Rashi e outras escrituras Judaicas. Ele conhecia os sábios e as celebridades Judaicas do último século e os rabinos que viviam na Terra Santa. Ele foi um dos grandes responsáveis pela manutenção da fé entre os judeus antes de o Estado de Israel nascer.

Kaduri não era somente grandemente estimado por causa de seus mais de 100 anos de idade. Ele era carismático e sábio, e os principais rabinos procuravam por ele como a um "Tsadik", um homem justo ou santo. Ele dava conselhos e bênçãos a todos os que pediam. – Milhares o visitavam para pedir conselhos e cura. Seus seguidores falam de muitos milagres e seus alunos dizem que ele predisse muitos desastres.

Quando morreu, mais de 200.000 pessoas se uniram ao cortejo fúnebre nas ruas de Jerusalém para prestar seus respeitos.

“Quando ele vier, o Messias resgatará Jerusalém das religiões estrangeiras que querem dominar a cidade”, disse uma vez Kaduri. “Eles não terão sucesso pois lutarão um contra o outro.”

É importante salientar que o site oficial de Kaduri, supervisionado pelo próprio, mencionou a nota do Messias, o que ratifica a veracidade do fato, independente de como interpretemos as suas palavras. O filho David Kaduri, de 80 anos, reagiu à notícia da confirmação da existência da nota pelo Israel Today da seguinte maneira: “Oh não! Isso é blasfêmia. O povo poderia entender que meu pai apontou para ele (o Messias dos Cristãos).”...

Entretanto, o mesmo David Kaduri confirmou que em seu último ano, seu pai havia falado e sonhado quase que exclusivamente sobre o Messias e sua vinda. “Meu pai se encontrou com o Messias em uma visão”, ele disse, “e nos disse que ele viria em breve”.

O Israel Today recebeu acesso a muitos dos manuscritos do rabino, escritos por sua própria mão para uso exclusivo de seus alunos. O mais marcante foram os símbolos em forma de cruz pintados por Kaduri em todas as páginas. Na tradição Judaica não se usam cruzes, um símbolo praticamente proibido. De fato, até mesmo o uso do sinal de adição é desencorajado porque pode ser confundido com uma cruz!

Mas lá estavam elas, gravadas pelas próprias mãos do rabino. Quando perguntamos (repórteres do Israel Today) o que significavam aqueles símbolos, David Kaduri disse que eram “sinais do anjo”. Ainda mais pressionado sobre o significado dos “sinais do anjo”, ele finalmente admitiu que não fazia idéia. O Rabino David Kaduri continuou explicando que somente seu pai havia tido uma relação espiritual com Deus e se encontrara com o Messias em seus sonhos.

Judeus Ortodoxos ao redor do Nahalat Yitzhak Yeshiva em Jerusalém disseram ao Israel Today, poucas semanas depois, que a história sobre a nota secreta do Rabino Kaduri jamais deveria ter vindo a público, e que ela denegrira o nome do reverenciado sábio.

Breve descrição do Messias segundo o judaísmo e as contestações ortodoxas quanto a Jesus como Cristo - por "Or" (judeu praticante)

"Se você tem uma dúvida sobre metabolismo, não perguntaria a um carpinteiro – mas sim a um médico. Se possui uma questão sobre uma lei específica, procuraria se informar com um advogado; melhor ainda, poderia perguntar ao político que a propôs e a transformou em lei.

Assim é com 'o Messias': a palavra "messias" vem do conceito judaico de Mashiach, ou 'o ungido.' Desta forma, o judaísmo tem primazia para dizer o que realmente significa 'o Messias'.

Mashiach e a Era de Mashiach são pedras fundamentais do judaísmo. A filosofia judaica declara que o Divino Plano de D’us para a Criação será realizado com o advento da Era de Mashiach. Os Profetas estão repletos de referências e descrições do indivíduo que será Mashiach, e de como será o mundo após a mudança que ele introduzirá.

1 – Ele será um descendente do grande Rei David.

2 – Ele será um indivíduo excepcionalmente justo e preeminente erudito de Torá.

3 – Ele inspirará a todos a retornar sinceramente a D’us.

4 – Ele será um líder muito carismático e poderoso que liderará pelo exemplo.

5 – Ele terá aquilo que é conhecido como uma alma 'coletiva' ou 'geral.' Esta alma mestre possibilitará a ele relacionar-se com pessoas de todos os níveis.

6 – Ele exigirá e conseguirá grandeza de toda a humanidade.

7 – Ele fará acontecer aquilo que é descrito como a 'Reunião dos Exílios' – o retorno de todos os judeus à Terra Santa, Israel.

8 – Ele reconstruirá o Templo Sagrado.

9 – Ele será um Ser Humano – não uma divindade.

A Era Messiânica é descrita nos Profetas como sendo um tempo de paz universal. Não haverá mais sofrimento humano, pois todas as doenças serão erradicadas, bem como a fome e outros problemas. O povo judeu retornará em massa à Terra Prometida, e reconstruirá o Terceiro e definitivo Templo Sagrado em Jerusalém. O propósito de todos estes eventos mágicos é permitir que a humanidade se concentre, sem distração, na completa espiritualidade."
***

Comentário: Bom, eu tenho que dizer que, quanto mais ouço esses argumentos, mais me espanto com a negação de Jesus como possível Messias ou Cristo. Vejamos se Jesus realmente não poderia ser o Messias segundo a tradição, isto é, se ele cumpre ou não as exigências citadas, que são sempre as mesmas:

1 - Descendente do rei David. - Cumprido.

2 – Será um indivíduo excepcionalmente justo e erudito de Torá. - Cumprido. Ainda criança, Jesus espantou os doutores da Lei na sinagoga, ensinando com autoridade nunca vista.

3 – Ele inspirará a todos a retornar sinceramente a D’us. - Cumprido. O fato de nem todos terem retornado a Deus não anula o fato de que ele inspirou, sim, o mundo inteiro a esse retorno. Sua palavra permanece, mesmo após 2000 anos, como um chamado de retorno à Casa do Pai.

4 – Ele será um líder muito carismático e poderoso que liderará pelo exemplo. Mais que cumprido.

5 – Ele terá aquilo que é conhecido como uma alma "coletiva" ou "geral." Esta alma mestre possibilitará a ele relacionar-se com pessoas de todos os níveis. - Mais que cumprido. Até mesmo soldados romanos pediam pela sua ajuda. "Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e o meu servo será salvo" (Matheus, 8:8), disse a ele o centurião. Isso seria um evento completamente improvável, para dizer o mínimo, na Israel ocupada e cheia de preconceito, de ambos os lados, do I século.

6 – Ele exigirá e conseguirá grandeza de toda a humanidade. - Cumprido, em parte. A parte sobre exigir grandeza sem dúvida foi cumprida. Quanto a conseguir essa grandeza de toda a humanidade, isto se dará, segundo a profecia, na consumação dos tempos. Que ainda não chegou, certo?

7 - Ele fará acontecer aquilo que é descrito como "a Reunião dos Exílios" – o retorno de todos os judeus à Terra Santa, Israel. - Isso também deverá acontecer no dia da consumação dos tempos. Portanto, Jesus não pode ser excluído como Messias por essa razão.

8 – Ele reconstruirá o Templo Sagrado. - Cumprido! Sim! Aí está o grande ponto de discórdia. Os judeus ortodoxos teimam em compreender esta profecia ao pé da letra. O próprio Jesus Cristo ensinou que o Templo Sagrado não é uma edificação feita de pedra, mas que o verdadeiro Templo é constituído pelos nossos corpos, que devem ser tornados como templos para o Espírito do Deus Uno. Aceitar e entender isso depende de uma abertura de consciência, que é gradual, para toda a humanidade. Infelizmente essa noção ainda está longe de ser compreendida por todos, mas eu acredito plenamente que continuamos evoluindo em direção a essa expansão consciencial que nos permitirá ver além das aparências e da literalidade do texto.

9 – Ele será um humano e não uma divindade. - Cumprido, ora! Este é outro ponto de discórdia, a meu ver, inútil. Como foi que Jesus veio ao mundo? Como Deus? Não! Ele veio como um homem, viveu como um homem e morreu como um homem. Quanto ao seu caráter divino, esta é uma questão puramente teológica. Negar a possibilidade de Jesus ser o messias por causa disso, é o mesmo que reconhecer que ele era de fato Deus! Completo contracenso: "Jesus não poderia ser o Messias porque ele era Deus, e está escrito que o Messias seria humano". Se alguém não acredita em Jesus como divindade, mais um motivo para admitir a possibilidade de Jesus ser o Messias. Claro como água.

Fontes e referência:
Israel Today
Mídia Judaica
Revista "Morashá"

NOSSO TRÁGICO ENGANO

Escrito por Rachmiel Frydland

Traduzido por Ruth Julieta Pereira da Silva



Os anais da História estão repletos de fatos e estórias de tragédias que aconteceram como conseqüência de engano de identidade. Nas Escrituras Hebraicas estas tragédias começaram com a estória de Lameque, que conta para suas esposas sobre um acontecimento trágico, dizendo: "Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou" (Gênesis 4:23).

De acordo com as interpretações tradicionais, Lameque foi caçar e em vez de matar o animal, ele matou, sem querer, seu próprio filho. Que trágico engano de identidade! Então, temos a estória de José, que foi acusado injustamente pela esposa de Potifar e sofreu encarceramento durante muitos anos.

Uma tradição judaica, registrada no Targum aramaico, no livro de Ester, conta-nos que por muitos anos Salomão foi destronado como rei em Jerusalém e um demônio chamado Ashmadai reinava disfarçado no lugar de Salomão, enquanto o verdadeiro rei ia de cidade em cidade clamando nas palavras de Eclesiastes 1:12: "Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém". Igualmente, há uma estória popular do príncipe e do mendigo, que temporariamente disfarçado com as roupas do príncipe, foi príncipe enquanto o verdadeiro príncipe tornou-se um mendigo.

Uma estória mais recente conta que Fritz Kreisler, o violinista, estava em Hamburgo uma noite, com uma hora vaga para gastar antes de tomar o navio para Londres, onde ele teria de tocar na noite seguinte. Então, ele foi até uma loja de instrumentos musicais. O proprietário pediu para ver o violino que ele carregava sob o braço e então desapareceu por um momento e voltou com dois policiais. Um deles colocou sua mão no ombro de Kreisler e disse: "Você está preso!" "Por quê?" perguntou o Sr. Kreisler. "Você está com o violino de Fritz Kreisler". "Bem, eu sou Fritz Kreisler". "Vamos, vamos!" disse o policial "Você não pode pull that on us. Vamos para a delegacia". O Sr. Kreisler se livrou de ser preso ao encontrar um disco com sua música na loja e pediu para lhe dar seu violino de volta e então ele tocou aquela mesma música.

Há muitos incidentes sérios, com tais enganos de identidade, na história do nosso povo. Um deles, especialmente, foi quando Israel pediu para Arão fazer o bezerro de ouro e identificá-lo com o D-us de Israel, dizendo: "São estes, ó Israel, os teus deuses, (ou literalmente "Este é seu D-us"), que te tiraram da terra do Egito". Quinhentos anos se passaram e uma outra enorme tragédia aconteceu ao nosso povo quando o atraente, física e mentalmente, Absalão, persuadiu o povo de Israel a segui-lo e a rejeitar seu pai, o rei Davi. Novamente centenas do nosso povo pereceu por causa deste engano. A estória completa está registrada nas Escrituras Hebraicas em 2 Samuel capítulos 17 e 18.

O ENGANO SOBRE A IDENTIDADE DO MESSIAS

Será que a maior parte do nosso povo poderia também cometer um engano ao identificar o Messias? Certamente temos cometido erros a este respeito.

A estória de Simão Bar Kosiba, que alegava ser o Messias em 135 d.C., é muito conhecida. Durante muito tempo tínhamos só um conhecimento fragmentado dele, baseado numas poucas moedas e algumas referências sobre ele no Talmud. Uma vez que ele também era conhecido como Bar Kochba, alguns estudantes de História pensaram que este fosse o seu verdadeiro sobrenome, o qual mais tarde foi mudado para Bar Kosiba, quando os líderes judeus se convenceram de que ele não era o Messias (a palavra Kosiba pode estar relacionada à raiz hebraica de koseb ou kozev, que significa mentira, mentir ou mentiroso). No entanto, com os novos achados arqueológicos em Israel, incluindo uma quantia de cartas que Simon Bar Kosiba escreveu a vários comandantes, sabemos com certeza que seu verdadeiro nome era Simão Bar Kosiba - Simão da cidade ou município de Kosiba. Os líderes de Israel, no entanto, ficaram tão impressionados com suas vitórias temporárias sobre os romanos e com suas perseguições a aqueles judeus que criam em Yeshua de Nazaré, que até mesmo a maior autoridade rabínica daquele tempo, Rabi Akiba, referiu-se às Escrituras de Números 24:17 a ele, onde as profecias de Balaão dizem: "Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete".

A palavra hebraica para estrela é Kochab; conseqüentemente, os líderes judeus começaram a se referir a este homem como Simão, a Estrela - Shimeon Bar Kochba. Quão amarga foi a decepção deles a respeito deste homem a quem tanto admiraram até mesmo quando ele se vangloriou ao dizer que não precisava da ajuda de D-us e que tudo o que ele queria de D-us era que Ele não ajudasse seus inimigos! Somente depois de sua completa derrota que nossos líderes judeus se deram conta de que o seu verdadeiro sobrenome, Bar Kosiba, deveria ter sido um aviso para eles e seus olhos teriam sido abertos para a falsidade de suas alegações. Talvez o Senhor Jesus o tivesse em mente quando advertiu Seus discípulos dizendo: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis" (João 5:43).

SERÁ QUE PODEMOS NOS ENGANAR NOVAMENTE?

Sim, podemos estar enganados novamente, especialmente se preferirmos seguir a visão humana sobre o Messias em vez da visão revelada de D-us em Sua Palavra. A maioria dos exegetas judeus ortodoxos segue a visão de Maimonides, o grande filósofo do século XIII. A visão dele é de que os sinais do Messias são que Ele irá lutar as batalhas de Israel e ser vitorioso e irá forçar os judeus a guardarem a Torah (Lei Mosaica) assim como foi interpretado pelos rabinos (Halacha). Neste caso, qualquer dos líderes militares israelitas bem sucedido poderia alegar ser o Messias, sendo religioso.

Mas, não estaremos enganados se aceitarmos o pleno ensinamento da Palavra de D-us e procurarmos pelos sinais do Messias. Eles são claros com relação à identidade do Messias. O Messias deve cumprir a figura que os profetas desenharam dEle. Vamos alistar apenas alguns exemplos:

O Messias deverá ter um nascimento sobrenatural como está registrado em Isaías 7:14:

Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (D-us conosco).

O Messias deverá nascer em Belém como foi profetizado por Miquéias em 5:2:

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

O Messias deverá realizar obras sobrenaturais como previsto em Isaías 35:5-6:

Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.

O Messias deverá morrer como expiação pelo pecado como foi descrito em Isaías 53:5-8:

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.

As mãos e os pés do Messias deverão ser perfurados como foi profetizado no Salmo 22:16:

Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassarem-me as mãos e os pés.

O Messias também deverá ser ressuscitado dentre os mortos como predito pelo rei Davi que disse:

Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente (Salmo 16:10-11).

O Messias deverá vir antes que o Segundo Templo seja destruído por Tito. O arcanjo Gabriel esclareceu isto a Daniel quando revelou a ele o que aconteceria depois que o Messias viesse. Então falou a Daniel:

Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário (9:26).

Os comentaristas que seguem a exegese de Rashi, onde a palavra hebraica Moshiach (Messias) se refere ao rei Agripa, que morreu antes de Tito conquistar e destruir o templo, confirmam que esta profecia deveria ser cumprida antes de 70 d.C. Mas não poderia ser o rei Agripa! O arcanjo Gabriel, com certeza, não o nomearia com o título de Messias. Ele nem mesmo era da semente de Davi, mas um descendente dos odiados Antipátride e Herodes, um rei devasso que fazia tudo que podia para agradar aos romanos.

De acordo com as Escrituras, o Messias ganhará a obediência de grande proporção de não judeus. Portanto, o patriarca Jacó predisse que:

O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Silo; e a ele obedecerão os povos (gentios) (Gênesis 49:10).

Ele deverá ser uma Luz para os gentios conforme Isaías 49:5-6:

Mas agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó... a ele... Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.

Israel aceitará o Messias, "Aquele que foi traspassado":

E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele que traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito (Zacarias 12:10).

A SOLUÇÃO DE SUA IDENTIDADE

Estas são apenas algumas das marcas de identificação do Messias descritas pelos profetas e pelos patriarcas. Não deve haver agora mais nenhuma dúvida em sua mente de que estas profecias foram totalmente cumpridas em Jesus de Nazaré. No decurso dos últimos dezenove séculos, centenas de milhares do nosso povo chegaram a crer em Sua messianidade por causa destas e outras provas. Milhões de gentios abandonaram seus ídolos de madeira e pedra e suas filosofias feitas pelo homem e confiaram no D-us de Israel, nosso próprio Messias judeu, e creram em nossas Escrituras judaicas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Com certeza, este é o momento para nós clamarmos juntos com Seus primeiros seguidores judeus, dizendo: "ACHAMOS AQUELE DE QUEM MOISÉS ESCREVEU NA LEI, E A QUEM SE REFERIRAM OS PROFETAS: YESHUA, O NAZARENO, FILHO DE JOSÉ" (João 1:45).

Judaísmo messiânico: Uma nova seita ou o retorno à verdade?
A Bíblia em Bytes online - Revista Eletrônica
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- O que vem a ser o Judaísmo Messiânico?

- Seria uma nova seita ou religião que apareceu neste tempo do fim para trazer mais confusão e acrescentar mais divisão a um cristianismo já tão fragmentado?
- Seria isso tudo bíblico ou não?
- Em que se fundamentam os chamados "judeus messiânicos"?

  • A sua origem
    Os "judeus messiânicos" tem sua origem nas Escrituras! Eles são todos aqueles judeus que criam e esperavam por Há Mashiach (O Messias)! Dentre os judeus messiânicos conhecidos podemos citar Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, etc... A nossa lista seria interminável, porém o que queremos mostrar aqui é que sua origem é tão antiga quanto a própria Escritura, porém não eram assim "denominados".

    Já no Novo Testamento eles são todos os judeus convertidos citados ou não nas Escrituras! Nesta "lista" incluímos todos os apóstolos e também os conversos através de suas pregações. Não nos esqueçamos de que cada um deles nasceu, viveu e morreu como judeu, portanto sua identidade nacional e religiosa não pode ser contestada!

    Eles viveram e escreveram sobre aquilo que mais conheciam: o judaísmo! Então, o Novo Testamento, ou Brit Hadasha (Ratificação da Aliança) é somente uma continuação e reafirmação de todos os princípios que nos foram legados pelo Eterno no Velho Testamento!
    Devemos compreender então que o Novo Testamento apenas amplia e confirma os conceitos da chamada "Lei". Após a conversão dos judeus, eles tornam-se seguidores de Jesus, são chamados de "apóstolos", mas continuam sendo judeus! Só que agora são "Judeus Messiânicos", pois eles haviam encontrado Yeshua (Jesus) e o reconhecido como o Messias!

  • O desenvolvimento da história
    Durante o desenvolvimento da história aconteceram muitas coisas que levaram os chamados "judeus messiânicos" a desviarem-se da rota pré-estabelecida pelo Mestre! Uma das coisas que contribuíram para o desvio foram as igrejas gentílicas fundadas pelos apóstolos e que depois receberam a "infiltração" de inimigos que procuravam deturpar a sã doutrina que lhes fora legada enquanto se mantinham fiéis às suas raízes! Vejamos alguns exemplos disso no Novo testamento:

    1) - Em Colossensses capítulo 2.4-8 Paulo avisa contra a infiltração de ensinos filosóficos e sutis, que provavelmente os desviaria da verdade;
    2) - Em I Tm 4.1-3 nos é falado sobre a apostasia dos últimos tempos. A apostasia é justamente o desvio da verdade! Em II Tm 3.1-9 Paulo reforça o conselho para manter-se inabalavelmente firme quanto à verdade.
    3) - Em II Co 11.4 Paulo fala sobre receber outro Jesus e também outro evangelho. Se eles o recebessem (o evangelho Falso) certamente sofreriam.
    4) - Quando Paulo fala ao Gálatas, em 1.6-9 ele fica espantado que em tão pouco tempo pudessem ter-se corrompido e deixado a verdade!

    Após estes relatos bíblicos, existem também os relatos históricos que compreendem uma parte grande da história, arrastando-se até os dias de hoje.

    Podemos aí enquadrar fatos que ressaltam o "desvio" destes irmãos do verdadeiro evangelho para um evangelho mais "brando", sem tantas "exigências" e que pudesse ser abraçado tanto por judeus dispersos quanto por gentios (incluindo-se os pagãos e seus costumes).

    Um fato interessante que podemos citar é que em Atos 11.26, na cidade de Antioquia, aqueles que criam no Messias foram pela primeira vez chamados "cristãos". Para alguns isto é motivo de orgulho, mas nós cremos que essa denominação foi pejorativa; ou seja, ali os crentes no Messias estavam sendo assim chamados como um motivo de chacota! Já aqui percebemos uma intenção de "desvio" através de uma nova "denominação" dada aos crentes em Jesus!

    Na realidade, historicamente, esta denominação pejorativa foi tomada como um "elogio" e, a partir daí, criou-se uma nova religião chamada de "cristianismo"!

    Em nossa opinião, o projeto original do Eterno não era a criação de uma nova religião, mas sim a continuidade daquilo que já estava estabelecido por Ele mesmo na Escritura! Ou seja, o judaísmo messiânico seria a continuação do projeto de Deus iniciado com o povo de Israel! Pensar de outra forma seria o mesmo que violentar a Escritura e admitir que o Eterno Deus errou, pois teve de rever e refazer seus projetos, incluindo então neles a igreja! Durante o decurso da história esta nova religião tomou um impulso muito grande, pois grande líderes "converteram-se" e cristianizaram o paganismo, trazendo toda sorte de imundícies pagãs que hoje inundam o cristianismo! Na realidade, o cristianismo é hoje uma religião pagã! O intento de satanás foi alcançado!

  • O judaísmo messiânico hoje
    Enquanto a história se desenvolvia e as religiões mundiais mudavam para se adaptarem aos tempos, o judaísmo manteve-se incólume à estes movimentos de renovação e também manteve-se isento de receber em seu bojo toda a imundície do paganismo!

    Este e outros fatos contribuíram para que o judaísmo, incontaminado, pudesse ser usado pelo Eterno para revelar Jesus à judeus que estavam realmente sedentos pela verdade! Durante toda a história sempre existiram judeus messiânicos, ainda que ocultos aos nossos olhos, porém sempre firmes em suas convicções bíblicas e judaicas, crendo inclusive no Brit Hadashá! Atualmente (nos últimos cinqüenta anos) está havendo um mover maior do Espírito de Deus que procura revelar Jesus aos judeus, de forma a cumprir o que está escrito em Rm 11, que nos fala justamente sobre o "endurecimento" de Israel para que os gentios pudessem ser salvos! E isso tem acontecido para que as promessas do Eterno em relação à Noiva possam cumprir-se de forma plena, para que então o Senhor Deus possa revelar Jesus aos judeus e para que eles possam ser todos salvos!

    Porém, muitos tem adentrado à este mover do Espírito, enviados pelo inferno, a fim de, novamente, deturparem a visão e os propósitos de Deus em relação à seus anseios e desejos!

    No movimento do Judaísmo Messiânico já existem pessoas e até ministérios que foram criados para aproveitarem-se deste momento e tirarem dele algum lucro! Hoje, igrejas dizem-se "Amigas de Israel" para somente aproveitarem-se do "comércio" que foi criado em torno de Israel! Centenas de excursões saem a cada ano para Israel, e muitas delas somente com o intuito de "fazerem turismo" ali e deixarem seus dólares em Israel.

    Promovem-se em torno disso campanhas mirabolantes que visam "abençoar" aos crentes levando-se pedidos de oração para ali serem apresentados à Deus!
    Da mesma forma, outros trazem verdadeiros souvenirs de Israel e "idolatram" estes objetos como se tivessem poderes miraculosos! Igrejas e grandes denominações trazem "água do rio Jordão" e vendem-na em pequenos frascos a fim de servirem aos mais espúrios objetivos! Isso somente acrescenta corrupção à visão pura dada por Deus!


    Por isso, o verdadeiro Judaísmo Messiânico é um movimento puro que visa:

    1) - Resgatar as raízes judaicas do povo de Deus
    2) - Retornar à pureza da Palavra - em todos os sentidos!
    3) - Restaurar a Noiva A fim de prepará-la para o encontro com o Noivo!
    4) - Restaurar as celebrações bíblicas na Igreja
    5) - Restaurar o ensino bíblico e sua interpretação real na Igreja
    6) - Etc...

    Hoje, após centenas de anos de desvios de todas as categorias na chamada "Igreja cristã" existem barreira grandiosas a serem transpostas, pois o inferno conseguiu cauterizar a mente dos líderes "cristãos" a fim de que não permitam um retorno à verdade! Eles mesmos são um empecilho para que o Espirito de Deus conduza seu povo à verdade!

    A mídia cristã ataca veementemente aos judeus messiânicos pois está sendo dirigida e influenciada por homens cujo coração não é puro em suas intenções! Existem "reinos" dentro de nossas igrejas! E seus líderes são seus "reis", "soberanos", contra quem nada nem ninguém ousa levantar qualquer palavra!
    Como então restaurar a Noiva? Esta é uma pergunta para a qual ainda não temos a resposta!

    Nosso trabalho consiste em restaurar aqueles que tem seus corações abertos e que querem realmente conhecer e partilhar da verdade!
    Resta-nos agora orar e pedir ao Eterno Deus de Israel que possa nos ajudar nesta tão difícil tarefa: a conscientização de que a Igreja perdeu-se na história e precisa voltar às suas origens!
    O judaísmo messiânico é a única resposta? Não! Mas o retorno à Deus e à sua Palavra sim!

    Que o Eterno nos dê discernimento, entendimento e sabedoria para podermos enxergar neste tempo do fim o caminho para o arrebatamento!


    Baruch Há Shem!
    Bendito seja o Nome!
  • Yeshua e seus discípulos, judeus zelosos da Torá

     

    Escrito por Marcelo M. Guimarães   

     
     
    Há um tremendo engano por parte dos leigos e, até mesmo, por parte da comunidade judaica em geral, que pensam que Yeshua e seus discípulos inventaram um "cristianismo" contrário aos princípios do judaísmo, em específico da Torá, das tradições e dos costumes judaicos. Isto nunca foi verdade e eu não sei de onde eles tiraram essas falsas afirmações.

    Outro grande engano é o que dizem sempre nas comunidades judaicas, que um judeu ao crer em Yeshua se torna cristão e deixa de ser judeu. Isto também não é verdade, pois, os exemplos bíblicos que serão mostrados abaixo, comprovam que era justamente o contrário que ocorria, ou seja, o gentio que cria em Yeshua, era enxertado na Oliveira (símbolo do Israel Espiritual) e passava a fazer parte da família de D’us (judeus e gentios crentes na pessoa do messias Yeshua) e que os judeus deveriam continuar vivendo como judeus, sob a graça, mas sendo zelosos com a Lei, cumprindo a Torá através de seus mandamentos, estatutos e ordenanças dadas em caráter irrevogável aos filhos de Israel. Em outras palavras, a graça obtida pela fé em Yeshua, não anulava ou desfazia os preceitos das leis judaicas.

    Até o século segundo, a chamada igreja de Yeshua, congregava judeus e gentios em suas sinagogas. A partir da revolução de Barkochba, quando deixaram as sinagogas judaicas, eles passaram a se reunir em outros locais. Era a famosa e pura igreja do primeiro século que é descrita, tão bem, no livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo médico Lucas.

    Na comunidade judaico-messiânica, segundo a Bíblia, não se conhecia o nome cristão, senão, messiânico, que vinha da palavra Mashiach que significa Messias, ou seja, ungido. Com a tradução da Bíblia para a língua grega já no início da era cristã romana, este termo foi transliterado para Cristo, que significa também "ungido".

    Sem a influência de Roma, o judaísmo messiânico era autêntico e obediente à Torá, uma vez que Yeshua não anulou a Lei, pelo contrário, Ele a cumpriu (Mt 5:17). Ele e os seus discípulos judeus continuaram vivendo como judeus, mesmo após a morte de Yeshua. O apóstolo Paulo, tão mal interpretado pela comunidade judaica, sempre foi um judeu zeloso de toda a lei de Moisés e fiel às tradições de seus pais (Atos 21:20).

    Os judeus messiânicos estudavam as Parashiot (porções semanais da Torá) e as Haftarot (as porções dos profetas) todos os sábados, como é feito até hoje pela comunidade judaica. Os gentios que com eles congregavam não deveriam ser circuncidados e não eram obrigados ao zelo da Lei (Atos 15), mas seguiam os outros costumes e tradições judaicas. O pensamento e interpretação dos textos bíblicos eram segundo o contexto judaico e o uso da midrash era constante.

    Quem aboliu a língua hebraica, a liturgia judaica, a interpretação dos textos, certos mandamentos e estatutos como a guarda do shabat (sábado) e a celebração das festas bíblicas foi o catolicismo de Roma, não os judeus messiânicos da época.

    Vamos dar alguns exemplos dos textos neo-testamentários que provam o enunciado acima, que Yeshua, seus apóstolos e discípulos judeus eram fiéis aos princípios bíblicos judaicos. Até hoje muitos cristãos entendem erroneamente que Yeshua fundou uma religião cristã, rompendo com suas raízes e princípios. Afim de provar aos leitores cristãos e não cristãos que isto não é verdadeiro e que muitos têm permanecido em doutrinas enganosas de homens, vamos citar, abaixo uma série de passagens dos próprios evangelhos, onde podemos comprovar o estilo de vida judaico de Yeshua e seus apóstolos.

    Yeshua e a Torá

    Yeshua foi circuncidado

    Já no início dos evangelhos encontramos o texto de Lucas relatando a circuncisão de Yeshua no oitavo dia, cumprindo a Mitzvá da Torá. "...Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Yeshua, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido." (Lc 2:21).

    Sua mãe, Miriam, também era zelosa da Lei, pois no versículo seguinte52 diz: "...terminados os dias da purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para ser apresentado ao Senhor."

    Yeshua celebrava as festas judaicas

    O próprio evangelho de Lucas (2:41) mostra que todos os anos Ele e seus discípulos iam a Jerusalém para celebrar as Festas. Por exemplo, a Páscoa, estatuto perpétuo para os filhos de Israel (Ex23:14-15 e Dt 16:16).

    João Batista era cumpridor da Lei

    João Batista era justo e cumpridor da Lei e de todos os princípios da Torá segundo Marcos 6:20. Ele não exaltaria Yeshua se este não fosse zeloso e cumpridor da Torá. (Mc 1:7)

    Yeshua guardava o Shabat

    Inúmeras passagens na Bíblia mostram Yeshua e seus discípulos guardando o Shabat (o sábado de descanso). Ele jamais deixou de guardar o Shabat e incomodava os fariseus da época quando Ele combatia o legalismo da guarda do Shabat, pois Yeshua ressaltava que o princípio da Lei era mais importante do que o legalismo cego que alguns fariseus praticavam. Yeshua ensinou que o princípio da Lei é a vida e sua preservação. Ele exortou os fariseus que no sábado eles poderiam socorrer um animal que caísse numa vala, não porque o animal valia um preço no mercado, mas sim, porque possuía uma vida dada por D’us. Lucas 4:16 é um bom exemplo de Yeshua indo à sinagoga no dia de sábado para estudar a Parashá (porção da Torá ) e a Haftará (a porção dos profetas) "...Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou numa sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler (a Torá); e foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías (Haftará); e abrindo-o, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restaurar vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor...( Isaías 61:1)

    Os discípulos continuaram (como judeus zelosos) guardando o shabat e as tradições

    Em Atos capítulo 13, encontramos o texto: "...Mas eles (os discípulos), passando de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia; e entrando na sinagoga, no dia de sábado, sentaram-se para a leitura da Lei (Torá) e dos profetas (Haftará)..."

    Yeshua e seus discípulos comiam a comida kashrut (Levitico 11)

    No livro de Lucas, o seguinte texto prova que eles comiam segundo as leis alimentares recomendados na Torá. "...Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a Páscoa; e Jesus enviou messageiros a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos..." (Lc 22:7-23)

    A Torá era a base do ensinamento de Yeshua

    Uma das frases de Yeshua mais clara quanto à lei (a Torá) está registrada em Mateus 5:17, quando Ele diz: "...Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i (yod) ou um só til até que tudo seja cumprido..."

    Outro versículo, registrado no mesmo livro de Mateus mostra que os ensinamentos de Yeshua estavam em consonância com a Torá: "...Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque está na lei e nos profetas" (Mt 7:12).

    Somente quem conhece os ensinamentos da Torá pode perceber que Yeshua pregava e anunciava ao povo de sua época os princípios da Torá através de suas elucidativas parábolas. Ele seguiu os mesmos princípios dos profetas, quando escreviam ou falavam ao povo. Tudo precisava estar respaldado pela Torá, cujo texto escrito por Moisés, além de inspirado por D’us, era também escrito pelo próprio dedo ou até mesmo ditado por Ele.

    Poucos cristãos sabem, por exemplo, que todo o Novo Testamento, incluindo as cartas de Paulo, Pedro, João foram escritas dentro dos princípios da Lei ou do Pentateuco. Por exemplo, o último livro da Bíblia, Apocalipse, dos seus 406 versículos, 278 são repetições do próprio texto da Torá.

    Yeshua era bem recebido nas sinagogas

    Várias passagens da Bíblia, mostram claramente, que Yeshua era bem recebido nas sinagogas de Israel, tanto em Jerusalém como na região da Galiléia. "...Foi, então, por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios..."(Mc 1:39). Se Yeshua pregava nas sinagogas era porque havia respeito e credibilidade no meio dos Miniam. Se Yeshua não fosse seguidor da Torá jamais Ele seria autorizado ou convidado a ensinar no meio dos sábios judeus da época. Encontramos também a passagem de Jairo, um dos chefes da sinagoga, que lançou-se aos pés de Yeshua, suplicando a cura de sua filha.

    Yeshua se vestia como judeu religioso

    Yeshua era fariseu. Portanto, seguia, à risca, os costumes religiosos da época. Ele usava talit com sua franjas em cada canto, símbolo religioso que lembra a observância e a guarda dos mandamentos de D’us. No texto original do evangelho de Marcos (5:27) lemos que a mulher enferma tocou na orla (tsitsit) do talit de Yeshua, símbolo também de autoridade.

    Com certeza, Ele também cobria a cabeça com o talit ou com lenço apropriado. Não existia, na época, o uso do Kipá moderno que passou a ser uma lembrança da mitra sacerdotal ou do costume de cobrir a cabeça, em reverência a D’us. Outros povos orientais também cobrem suas cabeças pelas mesmas razões, não sendo um costume só do povo judeu.

    Yeshua testemunha o Shemá

    Como um bom judeu, Yeshua recitava e ensinava o texto do "Shemá Israel Adonai Eloheinu Adonai Echad", que diz: "Ouve ó Israel o Senhor nosso D’us é único. Amarás, pois, o Senhor teu D’us com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças..." A parábola do bom samaritano inicia com a pergunta de um mestre judeu a Yeshua "...E eis que se levantou certo doutor da lei e, para experimentá-lo, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Yeshua: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: ‘Amarás ao Senhor teu D’us de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.’ Tornou-lhe Yeshua: Respondeste bem; faze isso e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Yeshua: Quem é o meu próximo?" E Yeshua, prosseguindo, contou-lhe a parábola do bom samaritano (Lc 10:25-42).

    Yeshua era chamado de Rabi

    Nicodemos, um importante líder dos fariseus, foi ter com Yeshua de noite e disse: "...Rabi, sabemos que és mestre, vindo de D’us, pois, ninguém, pode fazer estes milagres que tu fazes, se D’us não estiver com ele..." ( Jo 3:2). O título de "rabi" quer dizer "meu mestre", termo similar a rabino quer dizer também nosso mestre, era dado somente aos estudiosos e realmente mestres no ensinamento da Torá, sendo zelosos da lei.

    Yeshua curava enfermos e exortava-os a serem cumpridores da Torá

    São várias as passagens nos evangelhos que mostram Yeshua curando enfermos e os exortando para que voltassem para a Torá, guardando os mandamentos, estatutos e ordenanças, como o leproso em Lucas (5:12-16) em Mateus (8:1-4) e outras passagens.

    O apóstolo Paulo e os discípulos também eram seguidores da Torá

    O apóstolo Paulo (Shaul) também era temente a D’us e seguidor da Torá como bom fariseu da tribo de Benjamim. No livro de Atos dos Apóstolos escrito por Lucas, vemos Paulo e seus seguidores, judeus messiânicos, guardando o shabat e realizando o serviço da Torá59 "...Mas, eles passando de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia; e entrando na sinagoga no dia de sábado, sentaram-se. Depois da leitura da Lei (Parashá) e dos Profetas (Haftará), os chefes da sinagogas (Miniam) mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai..." (Atos 13: 13-14).

    Um outro bom exemplo mostra que Paulo e os discípulos eram judeus zelosos da lei está registrado em Atos 21:20 que diz: "...Ouvindo eles isto, glorificaram a D’us, e disseram-lhes: Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que têm crido (em Yeshua) e todos são zelosos da lei..."

    Judeus crentes em Yeshua devem continuar vivendo como judeus, assim como gentios crentes devem continuar vivendo como gentios, mas ambos sendo um na pessoa do Messias, fazendo parte da família de D’us. (Efésios 2:19)

    É bom que se diga, bem claramente, que não encontramos nenhuma carta escrita por Paulo nada que não fosse condizente com os ensinamentos da Torá e com o zelo pela Palavra de D’us. Paulo e os discípulos sempre deram bom testemunho da Torá, cumprindo as boas tradições judaicas. A grande revelação de Paulo era ensinar aos judeus a crerem nas boas novas do Messias Yeshua e continuarem vivendo como judeus zelosos com os estatutos perpétuos que o Senhor deu aos da Casa de Israel e aos gentios, agora crentes em Yeshua, que eram enxertados na oliveira (Israel), participando das mesmas bênçãos dos filhos de Israel (Rm 11:17), mas continuando a viver como gentios, pois, eles pela fé em Yeshua, não se tornavam judeus e nem precisavam se converter ao judaísmo. No livro de Atos capítulo 15, os apóstolos se reuniram em Jerusalém num grande concílio e reafirmaram com base na boa interpretação das Escrituras, que os gentios podiam tornar-se crentes em Yeshua sem se tornarem judeus, apenas se abstraindo da idolatria, dos animais consagrados a ídolos, não praticando a imoralidade e não comendo sangue. Na verdade, as sete leis de Noé dadas à humanidade, foram resumidas nas quatro leis acima. Estas seriam, portanto, as leis a que os gentios estariam sujeitos e nada mais. Claro, que isto não proíbe aos gentios de se beneficiarem das leis judaicas, como as leis alimentares, as leis éticas, as leis de caráter moral, as leis de saúde e de qualidade de vida em geral.

    Em outras palavras, o judeu crente em Yeshua deve viver sempre como judeu cumprindo o chamado irrevogável de D’us e os gentios devem viver como gentios, mas livres quanto ao cumprimento de qualquer lei judaica.

    Esta é uma das características adotadas na Igreja primitiva que funcionou sob o prisma judaico até o século quarto, quando o domínio de Roma avocou para si a difusão das boas novas de Yeshua e de seus discípulos sobre o nome de uma religião não mais judaica, adotando o nome de Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, o primeiro ramo do chamado, então, cristianismo, do qual séculos mais tarde daria outras ramificações decorrentes da reforma protestante.
    Glossário de Termos Judaicos Deste Artigo

    Midrash judaica constitui da técnica hermenêutica de correlacionar textos segundo o pensamento e contexto judaico em vários níveis de interpretação.

    Lucas 2: 22

    Yod [ y]: Menor letra do alfabeto hebraico, correspondente a letra " i " no alfabeto romano.

    Til, corresponde a um pequenino segmento de traço que diferencia letras semelhantes. Ex: d e r ("d" e "r").

    Miniam: Em toda sinagoga há o chamado miniam que é composto por 10 membros idôneos, sem os quais nenhuma cerimônia ou celebração pode ser realizada.

    Talit: manto de uso diário, também chamado de chale de oração em formato retangular que possui quatro franjas em cada canto. Os oito fios ( Tsitsitot )que compõem cada franja são trançados através de sete nós. O uso do talit está ordenado em Nm 15:37-41, como estatuto aos filhos de Israel.

    Kipá: também conhecido como solidéu que cobre a cabeça dos homens como símbolo de submissão e dependência de D’us.

    Shemá: oração recitada várias vezes ao dia por um judeu. Corresponde ao texto da Torá (Dt 6:4).

    Serviço da Torá – Realizado em todas as manhãs de sábado nas sinagogas, quando se lê a porção da Torá (Parashá) e trechos dos livros dos profetas (Haftará)
     
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    Recomendações a Todos os Anti-semitas

    RECOMENDAÇÕES A TODOS OS ANTI-SEMITAS:

    Termo dado a todos descendente de Sem filho de noé ou seja aos judeus.

     

     

    Como devem se comportar no dia a dia para evitar todo o tipo de contato com a influência Judaica.
    Para aqueles que não gostam do Povo Judeu e possui todo ódio gratuito por nosso povo e nosso sangue. Segue a todos os anti-semitas de plantão algumas recomendações para que sigam estritamente seus conceitos filosóficos com a mais verdadeira fidelidade, garra e determinação, afim de que realmente não tenham nenhum contato com algum tipo de influência Judaica, disponibilizando a eles alguns itens a seguir:

    1 - Um anti-semita, que padece de sífilis, não deve permitir que o curem com Salvarsan Composto, que é um medicamento descoberto por um Judeu, Ehrlich. 
    Também não deve, em hipótese alguma, fazer análise que lhe permita determinar se tem tal enfermidade, já que estaria utilizando a reação Wasserman, que serve para essa finalidade e que foi descoberta por esse Cientista Judeu;

    2 - Um anti-semita que tenha se contagiado de difteria, não deve utilizar a reação Shik para se curar, porque o Judeu Bela Shick foi seu inventor; 

    3 - Os anti-semitas devem estar dispostos a deixar suas taxas sangüíneas sem nenhum controle, já que o tratamento de danos cerebrais e de surdez foi sistematizado pelo Judeu Robert Baram;

    4 - Os anti-semitas que sofrerem um colapso em seu sistema nervoso não devem permitir que sejam enviados a uma clínica especializada, já que precisam recusar o emprego dos resultados das investigações de um Judeu, ganhador do Prêmio Nobel, Otto Levi;

    5 - Os anti-semitas, de qualquer faixa etária, devem evitar o emprego das vitaminas, porque o descobridor de seu valor nutricional especial foi um Judeu, Kasimir Tunk;  

    6 - O anti-semita deve continuar morrendo ou permanecer inválido por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina antipoliomielite foi um Judeu, Jonas Salk;

    7 - O anti-semita deve negar-se a empregar a Estreptomicina embora morra de tuberculose, porque um Judeu, Zalman Waxman, inventou a droga contra essa enfermidade;

    8 - Se um anti-semita suspeitar que tem gonorréia, não deve tratar de obter diagnóstico algum, porque estaria empregando o método de um Judeu, Neissuer, e também, jamais usar o medicamento Digitalis, descoberto pelo Judeu Ludwig Traube;

    9 - Se um anti-semita sofrer de dor de dentes, não deve empregar anestésicos a base de cocaína, já que estaria sendo amplamente beneficiado pelos trabalhos e descobrimentos de dois Judeus, Widall e Weill;

    10 - Se um anti-semita padece de diabetes, não deve aplicar-se insulina, já que o trabalho de pesquisa foi de um Judeu, Minkowsky;

    11 - Se um anti-semita sofre de enxaquecas, não deve utilizar Piramidon e Antiprym, em razão dos trabalhos dos Judeus Spiro e Ellege;

    12 - Um anti-semita com convulsões deve suportá-las com paciência, porque foi um Judeu, Oscar Leibovich, que pensou em empregar cloro-hidrato; 
     
    13 - Todo anti-semita autêntico deve suportar suas enfermidades psíquicas, pois Freud, o pai da psicanálise, foi Judeu;

    14 - Os médicos anti-semitas - (essa é boa! "médico antisemita???" Se tiver, gostaria de saber o que esse(s) médico(s) tem de humanos?) -devem descartar todos os descobrimentos e avanços obtidos pelos prêmios Nobel, Niein - Voltear, Brangaj e Otto Warburg, e de muitos
    outros cientistas e médicos  Judeus de renome mundial;

    15 - Por fim, um anti-semita fiel, autêntico e leal a seus conceitos filosóficos, devem suportar de forma valente e consistente (assim como são em suas filosofias), a sífilis, a gonorréia, as
    enfermidades cardíacas, as enxaquecas, o tifo, a diabetes, as desordens dentais, os danos cerebrais, a poliomielite, a nutrição deficiente, as convulsões, a tuberculose, e muitos outras mais...

    Evidentemente, poderíamos ter relacionado a este pequeno e notável grupo de pesquisadores Judeus outra centena de pessoas da mesma origem, e que muito deram de si no campo da arte, da música, da ciência, da tecnologia, da literatura, na política, nas ciências jurídicas e etc - e tudo para o bem da humanidade. Certamente não faremos pela mais absoluta falta de espaço nos monitores e HD's de nossos micros, e também, para não humilharmos mais ainda os intolerantes que não aceitam que os homens sejam tratados por igual, independente de suas diferenças raciais e religiosas.

    De minha parte encerro por aqui. Não há mais o que dizer!


     

    História de Israel
    Jerusalém - vista do Monte das Oliveiras

    O povo judeu nasceu na Terra de Israel (Eretz Israel). Nela transcorreu uma etapa significativa de sua longa história, cujo primeiro milênio está registrado na Bíblia; nela se formou sua identidade cultural, religiosa e nacional; e nela se manteve ininterrupta, através dos séculos, sua presença física, mesmo depois do exílio forçado da maioria do povo. Durante os longos anos de dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com sua terra. Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada a independência judaica, perdida 2000 anos antes.

     

    A área de Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios sob o auto-governo palestino, é de 27.800 km2. Com sua forma longa e estreita, o país tem cerca de 470 Km de comprimento e mede 135 Km em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano ao Norte, com a Síria a Nordeste, a Jordânia a Leste, o Egito a Sudoeste e o Mar Mediterrâneo a Oeste.

    A distância entre montanhas e planícies, campos férteis e desertos pode ser coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mediterrâneo a Oeste e o Mar Morto, a Leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metullah, no extremo Norte, a Eilat, o ponto mais meridional leva umas 9 horas.
    Israel pode ser dividida em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de Norte a Sul, e uma vasta zona, quase toda árida, na metade Sul do país.

    Jerusalém
    Terra de Deus, promessa para os homens

    Jerusalém

    Jerusalém está edificada nas colinas da Judéia, a cerca de 70 Km do Mar Mediterrâneo, no centro de Israel. Eqüidistante de Eilat, ao Sul, e de Metullah, ao Norte - os pontos extremos do país. Nesta geografia, acontecimentos inigualáveis que não se repetem, mudaram o rumo da história do mundo.

    O nome da cidade é mencionado centenas de vezes nas Escrituras Sagradas e em fontes egípcias. Jerusalém, do rei Melquisedeque e do Monte Moriá, onde o patriarca Abraão esteve pronto para sacrificar o seu filho; Jerusalém, da capital do reino de Davi, do primeiro templo de Salomão e do segundo templo, reconstruído por Herodes; Jerusalém, palco dos profetas Isaías e Jeremias, cujas pregações influenciaram atitudes morais e religiosas da humanidade; Jerusalém, onde Jesus peregrinou, foi crucificado, ressuscitou e subiu ao Céu; Jerusalém, da figueira que brotou, sinal dos tempos, relógio de Deus.

    Nomes e Significados

    Segundo o pesquisador, Pr. Enéas Tognini, o nome de Jerusalém aparece em registros antiqüíssimos. Nos textos egípcios do Império Medo, foram grafados Rusalimun e Urusali-Mum. No texto Massorético, Yerusalaim. No aramaico bíblico Yeruselem. E para nosso vernáculo chegou através do grego Hierousalem.

    A cidade, antes de ser tomada pelos filhos de Israel, pertencia aos jebuseus. E nos escritos jebuseus lê-se Yebusi. Em Juízes 19:10 afirma-se que Jebus é Jerusalém, donde se conclui que o nome Jerusalém não é de origem hebraica.

    Nos Salmos 87:2 e 51:18 e mais 179 vezes, Jerusalém é chamada Sião. Outros nomes na Bíblia e extra-bíblicos são dados a Jerusalém: Cidade de Davi ( I Rs. 8.1); Cidade de Judá (II Cr. 25.28); Cidade Santa (Ne. 11.1 E Is. 52.1); Cidade de Deus (Is. 60.14) (Sl. 87.2); Ariel (Is. 29.1); Ladeira de Deus (Is. 1.26); Cidade de Justiça (Is. 1.26); Cidade do Grande Rei (Mt. 5.35) ; Aelia Capitolina (o primeiro nome do Imperador Adriano era Aelio e, em 135 d.C. esse foi o nome que se deu à cidade que paganizou); El-Kuds (“a santa”, nome que o árabe deu a Jerusalém). Alguns estudiosos afirmam que a primeira parte da palavra Jerusalém (a raiz IRW) encerra a idéia de fundamento, e “Salém” significa paz, portanto Jerusalém = cidade da paz. Morada da paz! Eis o que significa Jerusalém na língua hebraica.

    Tempos Bíblicos

    A história judaica começou há mais ou menos 4000 anos (c. séc. XVII A.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaque e seu neto - Jacó. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2000 - 1500 E.C., confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve.
     

    O Êxodo e o assentamento

    Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar Seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (sec. XIII-XII A.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam o Pentateuco, que inclui os Dez Mandamentos. O êxodo do Egito (1300 A.C.) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os eventos ocorridos naquela época.

    A Monarquia

    O reinado do primeiro rei, Saul (1020 A.C.), permitiu a transição entre a organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.

    O Rei David (1004-965 A.C.) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como as alianças políticas com os reinos vizinhos. Ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém. David foi sucedido por seu filho Salomão (965-930 A.C.) que consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do seu governo foi a construção do Templo de Jerusalém.

    A Monarquia dividida

    Após a morte de Salomão (930 A.C.), uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do Norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim.

    O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírios e babilônicos, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 A.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 A.C.).

    Primeiro Exílio (586 - 538 a.c.)

    A conquista babilônica foi o primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre da sua pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se a língua ao paladar, se não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.” (Sl. 137.5,6)

    O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

     

    Dominação Estrangeira
    Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)

    Em conseqüência de um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilônico, cerca de 50.000 judeus empreenderam o primeiro retorno à Terra de Israel, sob a liderança de Zerobabel, da dinastia de David. Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. Durante os quatro séculos seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus de autonomia sob o domínio persa (538-333 A.C.) e helenístico - ptolemaico e selêucida (332-142 A.C.) 

    A repatriação dos judeus, sob a inspirada liderança de Esdras, a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Knesset Haguedolá (a Grande Assembléia), o supremo órgão religioso e judicial do povo judeu, marcaram o início do segundo estado judeu (período do segundo templo).

    Como parte do mundo antigo conquistado por Alexandre Magno, da Grécia (332 A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia judaica, sob o domínio dos selêucidas, estabelecidos na Síria. Quando os judeus foram proibidos de praticar o judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das tentativas gregas de impor a cultura e os costumes helenísticos a toda a população, desencadeou-se uma revolta (166 a.C.) liderada por Matatias, da dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde por seu filho, Judá, o Macabeu. Os judeus entraram em Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C), eventos comemorados até hoje anualmente, na festa do Chanuká.

    A Dinastia dos Hasmoneus ( 142-63 A.C.)

    Após novas vitórias dos Hasmoneus (142 a.C.), os selêucidas restauraram a autonomia da Judéia (como era então chamada a Terra de Israel) e, com o colapso do reino selêucida (129 a.C.), a independência judaica foi reconquistada. Sob a dinastia dos Hasmoneus, que durou cerca de 80 anos, as fronteiras do reino eram muito semelhantes às do tempo do Rei Salomão; o regime atingiu consolidação política e a vida judaica floresceu.

    O Domínio Romano (63 - 313 A.C.)

    Quando os romanos substituíram os selêucidas no papel de grande potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneus Hircano II autoridade limitada, sob o controle do governador romano sediado em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime, e os anos seguintes testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja derrota e morte trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 a.C.); o país tornou-se, então, uma província do Império Romano.

    Em 37 a.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos mais poderosos monarcas da região oriental do Império Romano, porém não conseguiu a confiança e o apoio de seus súditos judeus.

    Dez anos após a morte de Herodes (4 a.C.), a Judéia caiu sob a administração romana direta. À proporção que aumentava a opressão romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66 a.C.. As forças romanas, lideradas por Tito, superiores em número e armamento, arrasaram finalmente Jerusalém (70 a.C.) e posteriormente derrotaram o último baluarte judeu em Massada (73 a.C.).

    A destruição total de Jerusalém e do Templo foi uma catástrofe para o povo judeu. De acordo com o historiador da época, Flavio Josefo, centenas de milhares de judeus pereceram durante o cerco a Jerusalém e em outros pontos do país, e outros milhares foram vendidos como escravos.

    Um último breve período de soberania judaica na era antiga foi o que se seguiu à revolta de Shimon Bar Kochbá (132 a.C.), quando Jerusalém e a Judéia foram reconquistadas. No entanto, dado o poder massivo dos romanos, o resultado era inevitável. Três anos depois, segundo o costume romano, Jerusalém foi “sulcada por uma junta de bois”; a judéia foi rebatizada de Palestina e a Jerusalém foi dado o novo nome de Aelia Capitolina.

     

    O Domínio Bizantino (313-646 d.C.)
    No final do sec. IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel se tornara um país predominantemente cristão. Os judeus estavam privados de sua relativa autonomia anterior, assim como do direito de ocupar cargos públicos; também lhes era proibida a entrada em Jerusalém, com exceção de um dia por ano (Tishá be Av - dia 9 de Av), quando podiam prantear a destruição do Templo.

    A invasão persa de 614 d.C., contou com o auxílio dos judeus, animados pela esperança messiânica da Libertação. Em gratidão por sua ajuda eles receberam o governo de Jerusalém; este interlúdio, porém, durou apenas três anos. Subseqüentemente, o exército bizantino recuperou o domínio da cidade (629 d.C.), e os habitantes judeus foram novamente expulsos.
     

    Domínio Árabe (639-1099 d.C.)

    A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas estabelecidos primeiramente em Damasco, depois em Bagdá e no Egito. No início do domínio muçulmano, os judeus novamente se instalaram em Jerusalém, e a comunidade judaica recebeu o costumeiro status de proteção concedido aos não-muçulmanos sob domínio islâmico, que lhes garantia a vida, as propriedades e a liberdade de culto, em troca do pagamento de taxas especiais e impostos territoriais.

    Contudo, a introdução subseqüente de restrições contra os não-muçulmanos (717 d.C.) afetou a vida pública dos judeus, assim como sua observância religiosa e seu status legal. Pelo fim do sec. XI, a comunidade judaica da Terra de Israel havia diminuído consideravelmente.

    Os Cruzados (1099-1291 d.C.)

    Nos 200 anos seguintes, o país foi dominado pelos Cruzados que, atendendo a um apelo do Papa Urbano II, partiram da Europa para recuperar a Terra Santa das mãos dos “infiéis”. Em julho de 1099, após um cerco de cinco semanas, os cavaleiros da Primeira Cruzada e seu exército de plebeus capturaram Jerusalém, massacrando a maioria de seus habitantes não-cristãos.

    Entrincheirados em suas sinagogas, os judeus defenderam seu quarteirão, mas foram queimados vivos ou vendidos como escravos. Nas poucas décadas que se sucederam, os cruzados estenderam seu poder sobre o restante do país. Após a derrota dos cruzados pelo exército de Saladino (1187 d.C.), os judeus passaram a gozar de liberdade, inclusive o direito de viver em Jerusalém. O domínio cruzado sobre o país chegou ao fim com a derrota final frente aos mamelucos (1291 d.C.) uma casta militar muçulmana que conquistara o poder no Egito.

    O Domínio Mameluco (1291-1516 d.C.)

    Sob o domínio mameluco, o país tornou-se uma província atrasada, cuja sede de governo era em Damasco. O período de decadência sob os mamelucos foi obscurecido ainda por revoltas políticas e econômicas, epidemias, devastação por gafanhotos e terríveis terremotos.

    O Domínio Otomano (1517-1917 d.C)

     Após a conquista otomana, em 1517, o país foi dividido em quatro distritos, ligados administrativamente à província de Damasco; a sede do governo era em Istambul. No começo da era otomana, cerca de 1000 famílias judias viviam na Terra de Israel, em Jerusalém, Nablus (Sichem), Hebron, Gaza, Safed (Tzfat) e algumas aldeias da Galiléia. A comunidade se compunha de descendentes de judeus que nunca haviam deixado o país, e de imigrantes da África do Norte e da Europa.

    Um governo eficiente, até a morte do sultão Suleiman, o Magnífico (1566 d.C.), trouxe melhorias e estimulou a imigração judaica. À proporção que o governo otomano declinava e perdia sua eficiência, o país foi caindo de novo em estado de abandono geral. No final do séc. XVIII, a maior parte das terras pertencia a proprietários ausentes, que as arredavam a agricultores empobrecidos pelos impostos elevados e arbitrários. As grandes florestas da Galiléia e do monte Carmelo estavam desnudas; pântanos e desertos invadiam as terras produtivas.

    O sec. XIX testemunhou os primeiros sinais de que o atraso medieval cedia lugar ao progresso. Eruditos ingleses, franceses e americanos iniciavam estudos de arqueologia bíblica. Foram inauguradas rotas marítimas regulares entre a Terra de Israel e a Europa, instaladas conexões postais e telegráficas e construída a primeira estrada, entre Jerusalém e Iafo. A situação dos judeus do país foi melhorando, e a população judaica aumentou consideravelmente. Inspirados pela ideologia sionista, dois grandes fluxos de judeus da Europa Oriental chegaram ao país, no final do sec. XIX e início do sec. X. Resolvidos a restaurar sua pátria através do trabalho agrícola, estes pioneiros começaram pela recuperação da terra árida, construíram novas colônias e lançaram os fundamentos do que mais tarde se tornaria uma próspera economia agrícola.

    Ao romper a I Guerra Mundial (1914), a população judaica do país totalizava 85.000 habitantes, em contraste com os 5.000 do início do séc. XVI.

    Em dezembro de 1917, as forças britânicas, sob o comando do General Allemby, entraram em Jerusalém, pondo fim a 400 anos de domínio otomano.

    O Domínio Britânico (1918-1948)

    Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina (nome pelo qual o país era designado na época). Reconhecendo a "ligação histórica do povo judeu com a Palestina", recomendava que a Grã-Bretanha facilitasse o estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina - Eretz Israel (Terra de Israel). Dois meses depois, em setembro de 1922, o Conselho da Liga das Nações e a Grã-Bretanha decidiram que as estimulações destinadas ao estabelecimento deste lar nacional judaico não seriam aplicadas à região situada a leste do Rio Jordão, cuja área constituía os 3/4 do território do Mandato - e que mais tarde tornou-se o Reino Hashemita da Jordânia. 

    O Estado de Israel - 1948

    Com a resolução da ONU de 19 de novembro de 1947, em 14 de maio de 1948, data em que terminou o Mandato Britânico, a população judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas - de fato, uma nação em todos os sentidos, e um estado ao qual só faltava o nome, porém opondo-se ao estabelecimento do novo Estado os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, dando origem à Guerra da Independência em 1948 - 1949, que defendeu a soberania que havia acabado de reconquistar. Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente.

    A Guerra dos Seis Dias - 1967

    As esperanças por mais uma década de relativa tranqüilidade se esvaneceram com a escalada dos ataques terroristas árabes através das fronteiras como Egito e a Jordânia. Ao fim de seis dias de combates, os núcleos populacionais do norte do país ficavam livres do bombardeamento sírio, que durara 19 anos; a passagem de navios israelenses e com destino a Israel, através do Estreito de Tiran estava assegurada; e Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e Jordânia desde 1949, foi reunificada sob a autoridade de Israel.

    A Guerra de Iom Kipur - 1973

    A relativa calma ao longo das fronteiras terminaram no Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico, quando o Egito e a Síria lançaram um ataque de surpresa coordenado contra Israel (6 de outubro de 1973). Durante as três semanas seguintes, as Forças de Defesa de Israel mudaram o rumo da batalha e repeliram os ataques. Dois anos de difíceis negociações entre Israel e o Egito e entre Israel e a Síria resultaram em acordos de separação de tropas, pelos quais Israel se retirou de parte dos territórios conquistados na guerra.

    Da Guerra à Paz

    Embora a guerra de 1973 tenha custado a Israel um ano de seu PNB, a economia já tinha se recobrado na segunda metade de 1974. Os investimentos estrangeiros cresceram, e quando Israel se tornou um membro associado do MCE (1975), abriram-se novos mercados aos produtos israelenses. O turismo incrementou e o número anual de visitantes ultrapassou o marco de um milhão.

    O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os apelos de paz de Israel foi rompido com visita do Presidente Anuar Sadat a Jerusalém (novembro 1977), à qual se seguiram negociações entre o Egito e Israel, sob os auspícios E.U., e que culminaram com os acordos de Camp David (setembro).
     

    Século XXI

    Após o assassinato do Primeiro-Ministro Ytzhak Rabin (Nov/95), o governo - de acordo com seu direito de nomear um dos ministros (neste caso, obrigatoriamente um membro do Knesset - Parlamento Israelense) para exercer o cargo de primeiro-minstro até as próximas eleições - nomeou o Ministro das Relações Exteriores Shimon Peres a esta função. As eleições de maio de 1996 trouxeram ao poder uma coalizão governamental constituída de elementos nacionalistas, religiosos e centristas, chefiada por Benyamin Netanyahu do Likud.


    Principais momentos históricos

    XVII-VI a.C.

    Época Bíblica

    XVII

    Abraão, Isaque e Jacó - os patriarcas do povo judeu estabelecem-se na Terra de Israel.

    XIII

    Êxodo dos israelitas, que deixam o Egito conduzidos por Moisés e vagam no deserto  durante 40 anos.

    XIII-XII

    Os israelitas se instalam na Terra de Israel

    1020

    A monarquia judaica é estabelecida; Saul é o primeiro rei

    1000

    Jerusalém torna-se a capital do reino de Davi

    960

    O Primeiro Templo, centro nacional e espiritual do povo judeu, é construída em Jerusalém pelo Rei Salomão

    930

    Divisão do reino: Judá e Israel

    722-720

    O reino de Israel é destruído pelos assírios; 10 tribos exiladas (as “Dez Tribos Perdidas”)

    586

    O reino de Judá é conquistado pela Babilônia. Jerusalém e o Primeiro Templo destruídos; a maioria dos judeus é exilada.

    538-142

    Períodos Persa e Helenístico

    538-515

    Muitos judeus retornam da Babilônia; o Templo é reconstruído

    332

    Alexandre Magno conquista o país; domínio helenístico

    166-160

    Revolta dos Macabeus (Hasmoneus) contra as restrições à prática do judaísmo e a profanação do Templo

    -129

    Autonomia judaica sob a liderança dos Hasmoneus

    129-63

    Independência judaica sob a monarquia dos Hasmoneus

    63

    Jerusalém capturada pelo general romano Pompeu

    63-313

    Domínio Romano

    63-4

    O Rei Herodes, vassalo romano, governa a Terra de Israel. O Templo de Jerusalém é  reformado.

    20-33

    Ministério de Jesus, o Cristo

     66 d.C

    Revolta dos judeus contra Roma

    70

    Destruição de Jerusalém e do Segundo Templo

    73

    Último bastião judeu em Massada

    132-135

    Revolta de Bar Kochba contra os romanos

    313-636

    Domínio Bizantino

    614

    Invasão  Persa

    639-1099

    Domínio árabe     

    691

    O Domo da Rocha é construída em Jerusalém pelo Califa Abd el-Malik, no local  dos Templos (Primeiro e Segundo).

    1099-1291

    Domínio Cruzado (Reino Latino de Jerusalém)

    1291-1516

    Domínio Mameluco

    1517-1917

    Domínio Otomano

    1860

    Primeiro bairro construído fora dos muros de Jerusalém

    1881-1903

    Primeira Aliá (imigração em grande escala), principalmente da Rússia

    1897

    Primeiro Congresso Sionista, reunido por Teodoro Herzl em Basiléia, Suíça; fundação da   Organização Sionista.

    1904-14

    Segunda Aliá, principalmente da Rússia e Polônia

    1917

    400 anos de domínio otomano chegam ao fim com a conquista britânica. Lord                        Balfour, Ministro de Relações Exteriores britânico declara o apoio ao estabelecimento de um  lar nacional judaico na  Palestina”

    1918-1948

    Domínio Britânico

    1919-23

    Terceira Aliá, principalmente da Rússia

    1922

    A Liga das Nações confia à Grã-Bretanha o Mandato sobre a Palestina (Terra de Israel); ¾  da área são entregues à Transjordânia, deixando apenas ¼  para o lar  nacional judaico. Criação da Agência Judaica, representante da comunidade  judaica  diante das autoridades do Mandato.

    1924-32

    Quarta Aliá, principalmente da Polônia

    1933-30

    Quinta Aliá, principalmente da Alemanha

    1939

    O Livro Branco britânico limita drasticamente a imigração judaica

    1939-45

    II Grande Guerra Mundial; Holocausto na Europa, onde 6 milhões de judeus, entre  os quais 1,5 milhão de crianças.

    1947

    A ONU propôs o estabelecimento dos estados árabes e judeu no país. Em 14 de maio de 1948 fim do Mandato Britânico. Proclamação do Estado de Israel.


    A partir de 15 de maio de 1948, inicia-se, com a invasão de cinco exércitos árabes, a luta do povo judeu para fazer valer o seu direito de permanecer na terra que Deus havia prometido a Abraão, Isaque e Israel, os patriarcas.

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